Já lá vão 3 anos desde o início disto


ao transitar por uma
ocorreu-me o fenómeno
em que um combóio trucida alguém
todos temos a nossa passagem de nível
sem saber quando e onde
O Direito ao Trabalho, tão bem expresso nos Direitos do Homem, tem tudo para ter sido pensado por certos homens. Dizem que o trabalho dignifica. Claro que dignifica... sobretudo os patrões – mais: neste caso, não só dignifica como incrementa os seus bolsos.
A maior parte das pessoas, que escreve sobre o trabalho, não sabe o que é trabalhar. Até porque os que trabalham não têm tempo para escrever sobre o trabalho (com algumas excepções à regra ;)
Chegamos ao cúmulo de ouvir dizer que o trabalho dá prazer! O que dá prazer nós sabemos bem o que é...
Quando oiço pessoas a defender o trabalho, para lá do óbvio, que é a necessidade de se adquirir o essencial e na maior parte o supérfluo, só posso concluir duas coisas: ou tratam-se de patrões que servem o sistema da exploração, ou são mesmo idiotas sem noção do que é a dignidade, o prazer, etc.
Quando um homem ou uma mulher se subjuga psicologicamente ao eventual prazer do trabalho e à sua hipotética dignidade, vejo e sei que estou perante um desgraçado(a).
devido à constante perda de tempo
com perguntas tenho a sensação de que
não nos apercebemos que a resposta
da vida é a morte
lembro-me do amor
do espelho pelo umbigo
através do qual me curvo para me ver
submisso do encontro de mim mesmo
escondo a vergonha na mochila da memória
que não hajam razões
que evitem admirar-me ao dar por mim fora de mim
nesta tanga
até temos um futuro
entretanto
são sete os barcos que avisto
sei que sabes que não são neles
que reside a essência do mar (espero)
Há uns dias, encontrava-me à conversa com um dos raríssimos amigos que tenho e tive. A dada altura, aparece-me no ecrã um pedido para aceitar (ou não) uma imagem. Já tinha sido, por várias vezes, alvo daquele género de pedido, mas recusara sempre. Desta resolvi aderir. Aparece, então, uma imagem de um portal gótico que, tudo fazia deduzir, conduziria a um belo jardim. Virei-me para o meu amigo e disse: "Que não hajam dúvidas, alguém parece querer comunicar... e logo numa floresta." E rimo-nos. Pouco depois, uma nova mensagem: Fica-te muito bem o castanho."
Como desconhecia, de todo, esta função, o tal "bluetooth", fiquei surpreso. Tratava-se de alguém que me tinha visto ou que me estava a ver? Pouco depois, outra mensagem: "É pena estares acompanhado." A partir daqui sabia que a pessoa se encontrava próxima. Depois, comecei a tentar chegar a quem seria - teria de ser alguém que tinha o meu número ou que o teria obtido através de alguém conhecido (que grande erro). Começamos a lançar hipóteses: seria a X, a Y, a S? Não havia maneira de sabermos, porque fosse quem fosse usava um número desconhecido. Entretanto, como não dizia nada, nem sabia como comunicar via "bluetooth", a pessoa em causa, tendo reparado (assim creio), envia-me outra mensagem revelando o seu número.
Resolvo telefonar-lhe, mas do outro lado ninguém atende. De repente, uma outra mensagem: "Agora não posso atender." Mais uma vez um imenso filme foi desenrolado: "A tipa não quer que saibas quem ela é ou pretende que quem a
acompanha não repare que tem um fraco por ti." A seguir, a esta e outras conjecturas, nova mensagem: "Agora tenho de ir... amanhã telefono-te." Opto por lhe enviar o seguinte: "Sejas quem fores não vás sem me dizeres o nome."
Após me ter perguntado se manteria segredo caso me revelasse o nome e ter-lhe prometido que sim, enviou-mo. No entanto, neste processo, algumas letras das palavras vinham cifradas, o que fez com que o seu nome ficasse imperceptível. Pedi que me confirmasse se o nome era aquele, mas não obtive resposta.
Teria passado uma hora quando resolvo ir. Já em casa, cheio de curiosidade, entendi que deveria enviar uma última mensagem. Desta vez via sms. Escrevo dizendo que me encontrava já por casa e só, e que tinha apreciado imenso aquela breve troca, ao mesmo tempo que lhe pedia, caso lhe fosse possível, que me contactasse ainda naquela noite, pois gostaria de ouvir a sua voz.
Teriam decorrido uns 10 minutos quando me aparece uma chamada de um número fixo. Atendo...
- Estou... quem fala?
- É o "João" de há pouco...
- João?! Qual João?! Pensava que era uma gaja! Como obtiveste o meu número?
- Através do "bluetooth".
- Bluetooth? Que é isso?
Depois de me explicar em linhas gerais, intervenho.
- Olha, infelizmente para ti, não me relaciono fisicamente com homens.
Após este comentário senti um ambiente de desolação do outro lado.
- Nunca tive essa tendência, ou se preferires: não evolui mais que isto - sou um mero heterossexual. No entanto, se precisares de desabafar ou algo do género fica à vontade.
- Ok Luís, compreendo... Obrigado pela atenção e tempo dispensado.
- De nada, abraço.
- Abraço
uma gótica instiga-me pela segunda vez. na mesma madrugada da semana anterior já tinha demonstrado o mesmo, mas ignorei o certo pelo incerto - outra mulher. desta vez procuro resultados
- tens um nome?
- pois... qual será?
- queres mesmo que adivinhe?
ela sorriu e agitou-se mais, após esta breve abordagem, por entre o que julgou ser uma dança de sedução. olhando-a não consegui evitar um sorriso por entre o imaginário: "aonde já vi isto?" são tantos anos de noites - pelo menos duas dezenas. até acredito que continuei a ir às noites por isso mesmo - para evitar a surpresa (resolvo voltar)
- já sei qual é!
ela olhou-me meio perplexa não evitando a pergunta:
- sim, qual é?!
- virgem maria
e passei ao riso...
depois voltei-me para um cúmplice e comentei:
estas tipas querem o quê? é só visual e... em 20 e tal anos disto se encontrei duas mulheres foi muito. sim, duas... fora de questão estão as vaginas. por falar em vaginas: neste momento terei uma dúzia à espera de um telefonema que não farei... ando saturado de vícios. a vida de um tipo não se deve resumir a gasolina, tabaco, álcool, chocolates, chicletes, vaginas
tudo isto para te dizer: sê mais que uma vagina
A esposa turca - 3,5
Capote - 3
Syriana - 3
Munich - 3
Match Point - 4
Colisão - 3
Brokeback - 2,5
Dick e Jane - 2,5
Coisa Ruim - 3,5
Transamerica - 3,5
North Country - 3,5
Vai e Vive - 4
eu estou-me cagando
tu estás-te cagando
ele está-se cagando
nós estamo-nos cagando
vós estai-vos cagando
eles estão-se cagando
até numa mera conjungação verbal
ela(s) está(ão) implícita(s)/subalternizada(s)
quanto a mim, custa-me, revolta mesmo,
ouvir barbaridades de palhaços como o nuno rogeiro
ou ler atrocidades e boçalidades de gente que se acha informada...
como vêem, mais abaixo, é fácil
difamar, ironizar, blasfemar quando se faz um uso
incorrecto da liberdade de expressão - para diferentes
graus de sensibilidade, diferentes formas de ataque
certamente haveriam reacções/punições se fossem publicados
cartoons com freiras a levarem no cu e a cuspirem em crucifixos
o que me custa a acreditar já que esta
sociedade ocidental encontra-se doente e cega
devido à auto-punição subconsciente, isto porque tem presente,
algures na memória, os vários holocaustos cometidos ao longo dos anos,
há este explícito oculto na memória
sobre o holocausto cometido pelos alemães
há esta imagem intermitente do lançamento das
duas bombas atómicas por parte dos EUA
"só" isto seria suficiente, sem recorrer às colonizações e
às cruzadas, para saber onde habita a barbárie e o fundamentalismo
mas falemos do holocausto da indiferença
para com os povos africanos e do médio-oriente
falemos desta indiferença, deste ignorar e desprezar,
que está a descaracterizar a natureza que reveste aquilo a que
chamamos humanidade mesmo por cá exercemos essa mesma altivez comportamental
quando passamos por um qualquer sem-abrigo e o ignoramos
é esta sub-noção que nos faz perder o respeito por nós próprios
e pelos outros e que em muitos se faz sentir como um mal-estar
que advém da impotência tanta vezes camuflada através do consumo supérfluo
pois é meus amigos(as), é importante
e urgente saber que só a auto-punição não chega como desculpa
quanto a dívidas:
se não fosse a Alemanha
Israel nem existia
em prol da "imparcialidade"
da esther mucznik
"cronista" do
público
qual é a diferença
entre um porco e o pacheco pereira?
no mundo muçulmano nenhuma
por cá um porco sempre dá para comer
putas de carmelitas
é quase certo que após uma
foda passassem a cuspir na cruz
o mais certo
é que o sábio português
venha a morrer em frente ao
monumento dos descobrimentos
sem descobrir nada
... a realidade
não deixa de ser uma história
deste lado
esta polémica das caricaturas
a meter nojo, como de resto praticamente tudo
que se vai "cozinhando" pela imprensa ocidental
revestida por betos com ideais marxistas
(daí a deturpação), que clamam
e incentivam à guerra como quem
boçalmente comemora um golo
do outro lado
alguns "peritos" do Irão colocam em causa
a dimensão do holocausto
alegando que para incinerar 6 milhões
de pessoas seriam precisos 15 anos ( 1+5 = 6)
atendendo às dimensões dos fornos crematórios
(isto significa o quê?!
um mero exercício de provocação simultânea?!)
sobre tudo que não sei
há uma que sei: falta(m) um 6
que de resto não fará tanta importância assim
até porque, ao que parece,
a ausência deixou de ser o que há de errado
A imprensa ocidental faz o lavar de mãos em relação à liberdade de expressão adquirida por todo um sistema que se quer, a qualquer o custo, fazer passar por democrático. Fá-lo esquecendo-se do cerne da questão. Afinal, tudo teria outra leitura se não houvesse a repressão que se tem vindo a agudizar nas últimas décadas entre o ocidente e o oriente. As pressões a que todo o médio-oriente tem estado sujeito, bem como as inúmeras humilhações, são o motivo para a "intolerância" por parte dos mal intitulados radicais/fundamentalistas.
Devemos saber aceitar, e sobretudo respeitar, as demais culturas principalmente por serem outras. E isso é o que mais tem falhado e impedido um diálogo realmente lúcido e anti-demagógico. Se fôssemos constantemente sancionados por tudo e por nada. Se tivessemos os nossos ideais defraudados e ironizados constantemente, duvido que optassemos por uma reacção diferente da que a que têm tido os povos em questão.
Na Dinamarca, tudo pode ter surgido por mero exercício de criatividade, sem a noção de que haveria uma reacção tão intensa e hostil por parte de uma cultura que é tão distinta da nossa – o que não acredito! É aqui que entra o busilis da questão: quando é que compreenderemos de vez que existem outras culturas que não pactuam, nem têm que pactuar, com os nossos facilitismos, com a nossa perda de valores éticos, cívicos, morais? O nosso mundo assemelha-se a um puteiro, cujas regras se viram há muito aniquiladas. Há regras! A própria liberdade de expressão (em relação a nós próprios) não passa de um adesivo na boca quando desejamos ter impacto sobre uma questão, ou questões, em concreto. Tudo é possível, tudo é permissível! Na "liberdade" que vivemos teremos que recorrer o mais rápido possível a algo que nos é cada vez mais distante e estranho: à consciência. Afinal, que democracia é esta que permite aos países da sua diáspora o fabrico de energia nuclear e aos que não pertencem a sua total restrição?! (Para dar um pequeno exemplo). Mas mais: se somos, de facto, mais evoluídos porque não compreendemos de outra maneira as reacções "primárias" que advém de povos distintos? Quando é que perceberemos finalmente que as pessoas dessas culturas, distintas da nossa, não têm que aderir à nossa? Nem que levar com a nossa "liberdade" que chega ao absurdo de sujeitar-se ao remeter/ensardinhar numa grande superfície ao fim-de-semana?
Resumindo: não há lógica nenhuma em mostrarmos, por imposição, a nossa liberdade de expressão em relação a "dogmas" culturais tão ímpares dos nossos. Neste caso tudo seria evitado se se tivesse em conta três palavras fundamentais: consciência, bom senso e respeito pela diferença.
eis um belíssimo documentário
para ir ver ao Nimas que complementa o
"fiel jardineiro", "hotel Rwanda", etc.
em certas questões é sempre bom lembrarmo-nos
do que nos esquecemos
onde está a verdade? - 3
este é o tipo de pergunta que nos faz tecer um comentário
básico de imediato: certamente na mentira
o PS e PSD têm sido "utilizados" (entre comas porque eles sabem)
em prol das privatizações, no dizimar da Função Pública,
na ruptura do estado providência...
os grupos económicos estão a usar o Estado
como Cavalo de Tróia contra o povo em geral
o Estado tornou-se num autêntico "dealer" do património
passando, sem escrúpulos, todo o espólio ao capital tecnicista
os verdadeiros bens há muito que estão a saque
enquanto a escumalha se entretém nas grandes superfícies
Tudo por um sonho - 2
Dick e Jane - 2,5
Revólver - 3,5
Rebeldes de Bairro - 2,5
Máquina Zero - 2,5
Nada a esconder - 3
Match Point - 4
Na generalidade as pessoas lamentam-se dos políticos, mas no fundo nada fazem para mudar. Está provado que PS e PSD não são solução, vê-se pelos últimos 30 anos. No entanto, quando o PS deixa de ser "solução" (entre comas porque nunca o foi) vota-se PSD e vice-versa. A culpabilização do país andar como anda cai no todo político, sem razão. Porque quer o PCP quer o BE nunca estiveram a governar. O PCP apenas o fez parcialmente quando associado, em minoria, ao PS. Este contexto é suficiente para procurar apoiar as outras forças que se oferecem, porque mesmo não havendo certezas de que o rumo do país melhoraria o contrário não está provado. Mas não é apenas este o facto, só por si válido para quem deseja a mudança, que me faz votar ultimamente no BE - o que me faz votar neste partido é o ideal plural e moderno que os seus intervenientes apresentam.
A generalidade das pessoas tem um raciocínio limitado. Basta traçar um paralelo com o QI. A escala dá 2% para os completamente idiotas e outros 2% para os sobredotados. Depois temos 13,5% para os dotados e outros 13,5% para os abaixo da média. A média, os supostos "normais", são os cerca de 69% que sobram. É mais ou menos esta a estatística, e ela reflecte perfeitamente os resultados eleitorais no nosso país. Mesmo não colocando em questão a inteligência de quem se abstém ou vota em branco e nulo, é preciso ter em conta os tais cerca de 69% de "normais" que vivem a oscilar entre o óbvio, no mesmo. Estes cerca de 69% são tão previsíveis que muito antes das votações já se sabe quem é que vai ganhar. Isto porque as máquinas partidárias que se vêm sucedendo, juntamente com os MEDIA/grupos económicos, sabem bem como manipular e colocar as duas hipóteses possíveis ;)
gosto do Jerónimo,
do Manuel Alegre e do Garcia Pereira
mas vou votar no Francisco Louçã
todos os dias
passo da realidade para o sonho
a morte é isso mesmo
com a vantagem de não acordar
As actividades decorrem na primeira 5ª feira de cada mês, a partir das 21:30h. Quem puder, apareça.
dos que estão em cartaz e vi:
"uma rapariga cheia de sonhos" 2,5
"oliver twist" 2
"flores partidas" 3
"king kong" 2
"reis e rainha" 3
"a descida" 2,5
"uma vida inacabada" 4
"a noiva cadáver" 4
"o resgate dos soldados fantasma" 2
"odete" 4
"o fatalista" 2,5
"o castelo andante" 3,5
"o fiel jardineiro" 4
"enquanto estiveres aí" 2,5
lembrei-me da fase
em que estavam em voga os cúmulos
ocorrem-me dois
o do basquetebol:
colocar a bola na “cesta”
e ela cair no sábado
e o da elasticidade:
colocar um pé na ponte “25 de Abril”
outro na “Vasco da Gama”
e banhar os colhões
no rio Tejo
ela - porque será que me fazes lembrar um pato?
ele - provavelmente porque adoras pato
Nas missas são já poucos os que se prestam ao cantar dos “galos”. O bolo-rei carece de brindes, valham-nos as favas. O peru e o bacalhau se não rareiam, excedem em muito a riqueza dos pobres. Terá você, leitor, a capacidade de me acusar de estar a fazer demagogia? Já muito pouco nos admira. Nada há que nos espante. Porquê, então, assustarmo-nos com esta simples pergunta: Em que dia se celebra o Natal?
Por isto fiz este texto, para lembrar alguns que se prestam a esquecer por entre tantos esquecidos. Subentenda-se: atitudes, precisam-se. Termino com simplicidade, pois perante coisas simples devemos ser simples: Um feliz Natal e um próspero Ano Novo.
Já lá vão 4 anos que escrevi isto (o tempo passa mesmo)
sento-me
com os desejos incendiados
que não escondem a vontade de se recolherem
extingo o tempo
procuro defender-me da vertigem
que me comprime por se exprimir
partilho um diálogo
avançamos por entre jornais e revistas
atormentamo-nos
com os invisíveis que se dispersam
não muito distante
levantas-te de súbito apareces
com a fatalidade que a custo procuro evitar
se te pudesse proibir...
ser capaz de evitar que te alastrasses
em surdina e sedutoramente
por entre a minha imperfeição
partilhas uma bebida
e ris-te por não saber o que dizer
respiras com dificuldade
a temperatura eleva-se
não estás capaz de definir o que sentes
o sussurro do meu silêncio
esbate-se
somos dois a procurar o momento certo
somos dois a evitar o ridículo dos afectos
somos dois que desejamos mais ninguém
há todo um tempo que nos antecedeu
cujo caminho foi semeado
por desejos açucarados
que alguém por nós já contornou
podes manter-te assim
podes sobreviver dentro das miragens
podes carregar o fardo invisível
o meu desejo monótono
e imperfeito,
renegar-te do que te ausentou?
ignoras as perguntas
queres saciar o teu desejo
preencher a tua mortalidade,
emagrecer os séculos de inércia,
o lado sagrado que te esvaziou o coração
que te perturbou o lado insidioso e profundo
os mistérios e os delírios de teu corpo
os prazeres submersos, ocultos,
cujos espinhos emergem abandonados
sem um lugar sólido para se firmarem
cruéis ao meu olhar que se perde
por entre o império que é o teu corpo
vem trocar-te comigo
dá-me as tuas mãos e não sintas a tua ausência
(apelo ao subconsciente)
quando almoço olho para a natureza
na expectativa de a encontrar natural
com a genética tentam-nos modelar, manipular
e até nos pedem implicitamente serenidade e calma
como que: "estamos quase a descobrir a cura para tudo"
a longevidade não só existe como reside nisto
na hora de demonstrar insatisfação
não mostres a tua loucura, miséria, alienação
– Pai, posso comer um hambúrguer?
– Não, porque a seguir és capaz de querer
como sobremesa uma tipa com o cabelo
empastado em gel
são o vírus H5N1 – o qual, praticamente,
a tendência é o mesmo sofrer uma mutação
contaminando as não-aves
é óbvio que está eminente uma pandemia
recebi o convite do autor/fotógrafo
nelson d'aires, o qual já tinha apreciado
nos blogs "vermelhar" e "aqui não há poeta"
é alguém
que sempre me interessou
pela visceralidade poética
quer da escrita quer da imagem
http://www.nelsondaires.net/
que sugeri que se criasse
o sindicato dos desempregados
quantos mais serão precisos
para surgir um?
entretanto, andei a ver
aquilo que se designa por filmes comerciais
ainda que os outros também o sejam
actualmente, com tantos milhões,
qualquer compositor clássico é pop
"a lenda do zorro" (é mesmo do pior)
"arsène lupin" de Jean-Paul Salome
com Romain Duris (bom actor)
esperava mais
"flightplan" de Robert Schwentke
com Jodie foster (boa interpretação)
aborda um pouco do que foi, e é, a paranóia
que se instalou em relação aos muçulmanos
após o "11 de setembro"
de 0 a 5 = 2,5 (dentro do comercialóide)
mal acordei
assaltou-me esta frase publicitária
sobre uma marca de água
pouco depois, rematei:
desde quando a sede
pode ser natural num ambiente urbano?
natural
é a forma como o
consumo nos vai consumindo
de Cameron Crowe
com Orlando Bloom, Kirsten Dunst e Susan Sarandon
um cenário surreal onde impera a boa disposição
de 0 a 5 = 3
- Então, 1º dia de trabalho e chegas atrasado?!
- Ò patrão, desculpe... acredite que já não me
atrasava há mais de 3 anos.
O que é que o patrão deve concluir da resposta?
Pouco depois de todas estas masturbações desperto: Foda-se!, aqueles filhos da puta da Al-Qaeda mataram outra vez inocentes. Actuam sempre sem escrúpulos e de forma cobarde… Esses islâmicos são uns invejosos de merda, não podem ver ninguém bem!...
Moral: o europeu de classe média, e não só, não tem, não quer ter, consciência da sua inconsciência. Julga que tem o que tem porque é superior (mais inteligente e civilizado que os outros). O europeu de classe média, e não só, não repara que o que tem se deve, e deveu, às chacinas, pilhagens, invasões ilegais que fazem, e fizeram, aos países que se encontram na miséria. Não percebem que os estranhos dirigentes que ascendem ao poder nesses países são lá colocados por «nós», para que os saques se continuem a perpetuar de forma subtil. Depois surpreendem-se e escandalizam-se por observar duas torrezitas a ruir com meia dúzia de ianques corruptos a que quiseram chamar de inocentes, esquecendo-se que os inocentes eram os milhares de sem-abrigo que transitavam àquela hora nas imediações de tão hediondos edifícios. Sim, o europeu de classe média, e não só, horroriza-se ao observar uns comboios que precisavam de ser remodelados a arrebentar – horroriza-se com tão pouco! Será que é preciso acrescentar mais para deduzir que um europeu de classe média, e não só, tem mais é que ir com o CARALHO?!!
Não sou mau - até vos confesso que sou um anjo se comparado com assassinos como Bush, Blair e Sharon - porém, como sou consciente não posso escrever de outra maneira. Lamento se ofendo alguns. Como dizia o da ave: Vai vai disse a ave/ porque as folhas estão cheias de crianças que se escondem excitadamente escondendo o seu riso/ vai, vai... vai disse a ave/ o género humano não pode suportar tanta realidade. Não sou pessimista, sou realista... como toda a droga o terrorismo também vai continuar a aumentar, podem crer. Portanto, se entretanto houver um ataque em Portugal e eu for uma das «vítimas» (entre aspas porque não existem vítimas entre nós :), por favor, não chorem! Acendam uma vela, se quiserem, e sorriam... Sorriam porque será sempre por uma nobre causa.
in "A Capital", em 20/03/2004 por Luís F. Simões
Cada vez está mais actual e menos ofensivo. Basta olhar para França, mas não só.
é com agrado que vejo
a manifestação a alastrar
soçobra o desejo
que a mesma ganhe eco
pelas demais capitais europeias
está no momento
de aniquilar a desumanização
resultante de uma economia de mercado
que sustenta e é sustentada por filhos da puta
propaga-se...
dá-se um retorno enérgico às origens
o ambiente é de precipitação cósmica
por entre sons marinhos que tudo suavizam
Portugal é o país da europa
que tem mais crianças obesas
se calhar pensam que encobrem
a fome, a pobreza e a miséria,
engordando os putos
trocando o ditado:
não há miséria que não dê em fartura
mais um bom filme do brasileiro
Fernando Meirelles baseado na obra
de John Le Carré que conta com a participação
de Ralph Fiennes, Rachel Weisz e Danny Huston
no qual se demonstra um pouco
do que se passa a nível dos cartéis
da indústria farmacêutica no continente africano
encontrava-me numa caixa multibanco
quando chegam duas executivas a conversar
- É como te disse, as crianças hoje têm mais
opções que as do nosso tempo.
- Sim, quer a nível de brinquedos quer de roupas.
- Pois, existem peças realmente charmosas...
- Desculpem, mas não estou de acordo. Vocês agora,
para além de tudo isso, ainda têm os pirilaus :)
– É sim, faça o favor de dizer.
– Não sei bem como explicar… Estava a trocar mensagens e entretanto fiquei sem créditos e…
– Oiça lá, julga que tenho tempo para brincadeiras?! Tenha vergonha! Você sabe bem que este serviço é estritamente para urgências.
– Mas espere, não estou mesmo nada a brincar… ela quer pôr termo à nossa relação e sinto-me desesperado por não poder contornar a situação. Gostaria que fizesse o favor de lhe telefonar e…
– É como lhe disse, este serviço é apenas para urgências – tenha juízo!
– Mas se você não lhe ligar, mato-me.
– Tudo, e contigo?
– Também… deixa-me só terminar o almoço que já converso contigo.
– Ok.
– Ainda aí estás?
– Sim…
– Enquanto concluía o almoço tive uma fantasia…
– Ai sim, qual!
– Uma coisa absurda, como de resto são as fantasias.
– Mas diz-me qual foi.
– “Bom mesmo seria ela agarrar e vir, ainda hoje, até Coimbra visitar-me”.
– Pois, só que hoje sabes que não é possível.
– Pois… e ainda bem que não, senão ainda ficava a pensar que os sonhos são realidade :)
um frango de churrasco
para iniciar bem a tarde
melhor só mesmo a sobremesa
um jogo de xadrez via www.yahoo.com
mais um jogo curioso
onde as brancas saem sempre em 1º
o que não significa que ganhem :)
filme baseado em factos verídicos
da vida do ucraniano Uri Orlov
que revela a máfia internacional
a nível do tráfico de armas
vê-se bem
mais uma aventura de wallace & gromit
porém, bem aquém da "saga" anterior
"A fuga das galinhas"
"7 Espadas"
de Tsui Hark
é mais um filme que
mesmo que nos paguem
devemos evitar
Quanto ao "AURORA"
do Murnau
é de facto fabuloso
foi das raras vezes em que estive
de acordo com os críticos
após o desfecho tudo
permanece na nossa memória
vale a pena vir a Lisboa, ao "Nimas"...
a essência
não residiria na imagem
se fosse cego
isto vem a propósito de uma reflexão
durante a tarde de ontem. sentado num sofá
surge o seguinte no imaginário:
se me colocassem uma venda nos olhos
perante 10 mulheres com idades dos 8 aos 80
(até podiam colocar dois gajos à mistura com o rosto depilado)
o mais certo, quando me perguntassem qual ou quem preferira
beijar na boca, era apontar para a octagenária ou para um deles
está muito aqui neste pouco ;)
Pessoa pôde demonstrar
que o que não existe existe
que também existe o que não há
e que até morre o que não existe
- então, que fizeste hoje?
- nada... quer dizer, diverti-me
- hum, muito bem
porque o que há mais por aí
são pessoas que trabalham e estudam
julgando que estão fazendo alguma coisa
"O Castelo Andante"
do japonês Hayao Miyazaki
que tem a ternura de tecer críticas
aos senhores das guerras e "media",
de ironizar sobre a velhice e o mal
em prol do amor
de Sebastián Cordero
fui vê-lo a noite passada
trata-se de um filme que procura
retratar a "honestidade" dos media
nada que não se saiba
afinal, quem corrompe não passa de corrompido
aliás,
o jornalismo
antes de existir seja pelo que for
existe por vaidade, sucesso, protagonismo
a função em si pouco interessa
o que o realizador procura mostrar
é que o "monstro" deixa de ser o serial killer
e passa a ser o repórter na sua ambição pela ascenção
são inúmeras as vezes
que muitos só quando chegam à caixa
se lembram que têm de pagar
mas mais incrível
é constatar que alguns
só perante as caixas é que começam
a pensar no que vão querer ou pelo que vão optar
muitas filas resultam dessa inépcia e desleixo
No local de lixo electrónico
deparo-me com o seguinte "convite"
PT- comunicações
"oferta de 100 bilhetes duplos"
só pode ser para um concerto triplo! :)
Presentemente o país encontra-se em ebulição. As greves abundam em tudo quanto é sector da sociedade. Creio mesmo que se não estivéssemos na EU dar-se-ia uma guerra civil – o cenário está mesmo de feição.
O Sócrates e o seu governo mexeram na merda, que é o mesmo que dizer: mexeram na função pública. É graças a essa escumalha da função pública que este país se encontra como encontra. Daí, por vezes, não ter nenhuma “compaixão” para com as reivindicações dos mesmos. São pessoas que se acomodaram ao sistema porque de certa forma sentiam-se protegidas, borrifando-se para o trabalhador comum. Agora que se vêem atingidos, grunhem – chegando até a dar-me algum gozo.
Estou para além do sistema, mesmo fazendo parte dele. Tenho alternativas de vida, mesmo não sendo nenhum aristocrata, nem coisa que o valha. Não acredito que este sistemazito de merda me possa algum dia atingir, como atinge à gentalha – é aqui que começa a minha diferença.
Faz anos que antevejo uma ruptura. Desde 1997 que alerto para a mesma. Mas não há escrita e muito menos voz para a realizar – porque as pessoas vivem entretidas com o consumo ou com o que o consumo encerra. Por mais que se faça, a nível da governação actual e que se tem vindo a suceder, o branqueamento de capitais e a corrupção não cessarão. Já afirmei que este país é uma “offshore” de norte a sul e cada vez isso é mais nítido e comum aos comuns dos mortais. Viu-se nestas autárquicas.
Entristece-me ver este país decepado e desmembrado a nível estrutural, mas não só. Vivemos acomodados à impunidade judicial. Só assim se entende que corruptos, como os que ganharam estas eleições, e pedófilos continuem à deriva e até sejam aplaudidos.
Resumindo: estamos dentro de um puteiro onde a maioria sabe ser puta.
o bom português
não se escusa à virgem maria no "tablier"
ou à ferradura no pára-choques como sinal de fé
o bom português
não prescinde da unha comprida,
do dedo mindinho, para coçar o nariz
nem de uma procissão política como salvação
oh bom português!
tudo farei por ti, acredita
até mesmo este emprestar de dentes,
que não tenho, para que não te falte o sorriso
retiro-me do quintal e ascendo à varanda
na rua um trabalhador apalpa a pixota
para pouco depois um executivo
escarrar no chão
de volta ao quintal
observo um e outro pássaro
até poisar os olhos numa motocicleta
vrumm, vrummm, lá vou eu... oiééé, lá vou eu
Há que criar espaços para o desabafo... são muitos os que querem chorar no silêncio do rumor de vozes que nada dizem. Ainda que vivamos do que dizemos, não do que fazemos...
Assim se encontra o protagonista desta crónica na sua toca, saturado de salivar e abanar a cauda, em tom de vénia, para a opressão que mais não é do que toda a mediocridade que o rodeia. Tem, então, num movimento de revolta, num acto de convulsão nada inesperado e impreciso (já que tudo é cada vez mais preciso e esperado), a atitude de transpor a porta da toca, mais concretamente uma das janelas; é que desta vez o infeliz, que apesar de há muito se ter tornado num céptico, acredita que o leviano e simples facto de transpor de forma diferente o seu recinto de aprisionamento, transcenderá toda a história na qual e pela qual, sem saber porquê, está envolvido/aprisionado. Poderá, no seu ajuizar, emancipar-se de todo um passado, presente e futuro com este simples gesto – o de transpor o recinto, saindo pela janela, evitando as famosas chaves que afinal nunca serviram para abrir nenhuma das portas (quer saísse quer entrasse), que tanto ambicionou e desejou. Era necessário, desta vez, pôr um ponto final ao ponto final que reside no facto de se estar existindo.
Decidido, pontapeia as chaves de encontro a uma das paredes e, por não ter a flexibilidade e destreza de outrora, auxilia-se de uma cadeira... a custo soergue-se, transpondo a janela. A este acto, invade-lhe uma sensação de crescimento e, por estranho que pareça, sente possuir outras imagens nas imagens dos seus olhos. Via, por entre a penumbra da madrugada, através das fracas luzes da cidade ao longe que tudo lhe prometera, silhuetas de edifícios ladeados por meia dúzia de árvores que haviam resistido aqui e ali. Bastou distanciar-se cerca de dez metros da toca para se lhe juntarem três ou quatro cães que, com comportamentos semelhantes, entre eles, mantinham as caudas numa oscilante cadência vertiginosa, como que “pensando”: é desta que conseguímos.
À medida que prosseguia recordava-se de como tinha chegado a esta situação – a de estar a andar de encontro à cidade com tamanha e desmedida esperança... É que nada até àquela data lhe havia significado verdadeiramente. Sentia que o viver se prendera sempre com o estranho facto de estar a imaginar que estaria a viver e que era este falso facto toda a ilusão de estar agora a prosseguir. Após recordar um dos vários pensamentos que tinha tido, inicia um sorriso que culminou num estridente riso. Ao riso sobrepuseram-se questões: como é que tinha sido possível resistir, valorizar e alimentar tamanha farsa durante tanto tempo? Sim, como nos é dado permitir tamanha ilusão e embuste, se percebemos que nos estamos a tornar cúmplices de todo este artifício por suborno? Em que reside este crer, em conseguir, que advinha de uma tomada de consciência, se antes desta consciência também existia, mais sóbrio, sem ter noção que existia, e nada havia podido fazer? Tudo não passaria de falsos estímulos através de símbolos criados por uma cosnciência que mais não era que uma vítima de outras que a haviam precedido e das quais não tinha, nem nunca tivera, noção. Afinal, o que são as ideologias, as bandeiras, os partidos?
Mas, e os outros?... Porque se haviam enganado, aceite e subjugado a tal condição? Por isto é que, decidido, avançava com enorme esperança e loquacidade, incapaz de medir as consequências que deste acto resultariam.
Já nas imediações dos edifícios começa a ouvir uns barulhos surdos, abafados; tratava-se de um dos espaços de animação da noite; e pensou: se é ali que eles estão é para lá que devo ir para retroceder todo este processo. Só se pode combater o mal indo ao seu encontro.
Chegava um... Bastava retirar um daqueles que era um dos meios a que chamavam encontro para se sentir vitorioso. Com esta atitude teria, no seu entender, conseguido contrapor o mal que é estar existindo.
Acorre a um dos antros. Dirige-se para um dos balcões do requintado espaço e serve-se de uma bebida. Com o copo em seu poder apoia-se, com uma das mãos, a um dos varões existentes e anseia por um contacto. Bastou meia hora para tirar o “filme” que resumia, na essência, semelhante antro: esta merda é para dançar e poucos são os que dançam! Se não têm a puta de uma garrafa ou a porra de um copo na mão, têm um cigarro! Arre, esta gente tem que estar constantemente agarrada seja ao que for – o equilíbrio deles reside nos adereços que possuem, quanto mais melhor, daí o sucesso dos hipermercados!
E como para um louco há sempre um outro, foram...
Partiram, não resistindo, a intervalos esparsos, ao voltar da cabeça para trás, de encontro às luzes que ao longe luziam. Controlaram a custo uma angústia medonha que se traduzia na saudade e nostalgia que sentiam em estar a abandonar tudo o que até então fora a sua razão de existir. Sentiam que já pouco tinham de comum, de um para com o outro, sem estarem envoltos pelo artificial das luzes e dos edifícios – como se tais objectos malditos fossem a essência das suas essências. A liberdade tornava-se, por absurdo que pareça, numa prisão. Uma condicionante, por estarem agora a caminhar sem rumo. Por absurdo que possa parecer, sentiam-se a ir de encontro ao desencontro.
A própria tentativa de mensagem é já uma distância em si. Haverá sempre um dia em que o que nos é mais próximo se extinguirá e só então entenderemos o erro da existência, ficando para sempre sem saber o porquê, porque a distância é, e será sempre, a ausência do nosso saber – estaremos sempre longe do passado e do futuro, e de real só ela existe entre nós. Será sempre um erro tentar dar um desfecho mais plausível ou consensual para além deste.
reparo que temos o derrotismo à partida como condição
as conversas e actividades têm um fim
pelo menos são iniciadas com o propósito de o terem
porquê esta necessidade de aceitação constante,
esta pré-obediência e submissão, estas regras?
será uma consciencialização inconsciente
um processo
por ser o fim impossível de evitar?
ou antes uma infantilidade em contrariar,
uma tentativa de mostrar,
que nós nos matamos constantemente
por vezes definitivamente antes da morte chegar?
como se: que não seja só ela a ter o poder de ditar o fim
(…) Alex, ao chegar à “A Capital”, já se tinha apercebido do sistema através dos outros jornais (das televisões nem vale a pena falar). Reparou que a existência dos grandes grupos de pressão e interesses (os tais lobbys que o povo houve falar sem compreender muito bem o que é ou o que são) não só existiam como abundavam por este país fora. Basta irem ver quem são os administradores/proprietários de todos esses tablóides, para começarem a ter noção da ponta do iceberg. Depois, eles misturam-se. Porquê? Porque para além de terem interesses comuns, misturados conseguem iludir muito melhor o povo.
Antes tínhamos que entregar o dízimo ao rei, agora entregamo-lo através dos impostos, etc., a meia dúzia de republicanos chupistas – os novos corsários. É o tal dilema do “vira o disco e toca o mesmo”. É a tal vantagem de uma ditadura aberta para uma fechada – a fechada sempre é mais vulnerável!
Uma pequena curiosidade: quando saturado pelos lobbys dos jornais, e de ver que lhe censuravam textos que não deviam ter sido censurados, Alex criou outros heterónimos (mulheres) para escrever para os mesmos, à medida que pensava: “Olhem-me para estes filhos-da-puta! Com que então o Luís F. Simões, está de quarentena. Mas os seus heterónimos não!” E ria-se a bom rir. “Jamais me calarão. Se não posso actuar com o meu nome, actuarei com os outros.” Claro que não podia continuar a ver os seus textos serem publicados com a essência que desejava – adoptou heterónimos de Direita (ouviram bem), daqueles politicamente correctos – mas sempre se ria, oh como se ria! E assim Alex fez publicar alguns artigos com outros nomes nos jornais que pensavam que o estavam a foder – a ver vamos quem é que fode quem! (Para já ainda é cedo para revelá-los – nunca se sabe se não me podem fazer falta (ah ah ah).
Voltando: Todas as autarquias e câmaras deste país comungam de uma “qualidade”: da corrupção. Por isso, Alex (O nome da personagem que uso no romance) teve que vender um dos terrenos que lhe estava destinado por 16 mil contos quando o podia ter feito por uns 80 mil. Porquê? Alex explica. Um corsário aproxima-se e diz: “Sabes, Alex, até te oferecia 80 mil contos pelo terreno, mas soube que aquela área está dentro do plano de ordenamento cá da terra e ao que consta irá ser cedido para a corporação dos bombeiros ou tornar-se-á zona verde.” “Olhem-me que filho-da-puta tenho à minha frente!” – exclamou Alex de si para consigo. E é assim, caro leitor(a), que a coisa se vai fazendo.
Melhor: como é que os corsários iam adquirindo o monopólio? Colocavam os “Zés” à frente dos partidos e da Assembleia, e posteriormente à frente do governo. Alternando-os iam privatizando os bens públicos conseguidos ao longo de toda à história de um povo. Grande parte do lucro dessas privatizações, engrandeciam as famílias/seitas que estão por detrás deles. Portugal, arrisco-me a dizer, de norte a sul não passa de uma “Offshore” – onde o povo é roubado desavergonhadamente. A Função Pública, o proletariado das seitas, que poderia se revoltar, não revolta. Porquê? Porque para além de se contentar com o suficiente, sonha com a possibilidade, ainda que remota, de ser convidada a adquirir um papel mais importante na hierarquia. Quem são eles? Eles não existem?! Existem, só que camuflados pelas suas “holdings”! É através delas que eles lavam o dinheiro que advém (vocês sabem bem de onde advém!), e podem pagar 30 mil contos de ordenado a jogadores de futebol e a putas de bordel, e foder dinheiro em submarinos para uma armada que por mais que seja renovada nunca o ficará - desde quando os nossos hipotéticos submarinos poderão fazer frente a um peido vindo do Afeganistão? Há que satisfazer as seitas - mas o tempo delas escasseia! O povo há-de vos comer, BANDALHOS!
Somos 500 mil no desemprego, 200 mil à fome e 1 milhão no limiar da pobreza – para quando uma revolução no verdadeiro sentido do termo? Já faltou mais. Aliás, Alex alertara o “Correio da Manhã”, em 2001, para uma sublevação popular dentro de 3, 5 ou 10 anos no máximo. Creio que não se enganou – parece-lhe que já andou mais longe. O tempo dirá se teve razão ou não. (continua…)
benfica vs algo = 0x1
porto vs qualquer coisa = 2x3
sporting vs não sei quantos = 2x3
he he he
ah ah ah ah
oh oh oh oh oh
da trampa que vamos vendo
à música que se vai ouvindo - tédio
com frequência a música dá-me mesmo seca
uma merda na verdadeira acepção da palavra
tal só se pode dever à falta de criatividade
mas vim falar de cinema
e dou (de 0 a 5) 2,5 ao "Psico-Detectives"
que é o mesmo que dizer:
dá para ver
esta madrugada "levei" com um
em plena Av. Infante Santo
tinha saído das Docas
onde ingerira dois uísque-cola e uma guiness
como o resultado transcendia os 0,49g/l
fui conduzido à 28ª esquadra, no Calvário
quando chegou à minha hora de soprar
para fazer o teste definitivo, já que o outro
é de "despistagem", não pude deixar de dizer:
(estava com mais três polícias)
pedia-lhes que soprassem na minha vez
mas decerto que ainda teria mais a pagar
aproveitei para dar uma volta
e ver a que se resumia aquilo
estava cerca de uma centena de pessoas
junto à escultura do João Cutileiro
ao cimo do Parque Eduardo VII
o que seria o cartaz principal dizia:
"os gays não são homens
não são nada"
perante tamanha obtusidade
pouco há para dizer
no entanto,
todos devem ter direito
ao protesto, mesmo tratando-se
de uma cambada de estúpidos
carrilho mostrou incapacidades várias
que oscilaram entre a imaturidade e a arrogância
no meu entender não embateu no fundo
quando deixou de apertar a mão ao carmona
mas sim quando proferiu qualquer coisa como:
"o que interessa não são as pessoas mas sim os projectos"
num jardim
odores sobressaem
dos gestos que se intensificam
enquanto a idosa
que namorou à janela
vai morrendo na janela
a rapariga desprende as
lágrimas que farão florescer a flor
já não bastava a puta de uma cruz
agora temos que levar com a do "11 de setembro"
não há braços para suportar tanto na memória
vejam bem o poderio da
maquinaria da estupidificação
que são os meios de divulgação
porque é que "11 de setembro" significa algo
e 2 de Abril e etc., não?
reformulando a questão: alguém se lembra
do dia em que o exército democrático dos eua
começou a arrasar o afeganistão? e o Iraque?
creio que está muito dito
pior não é a falta de gosto
mas precisamente a ausência de consciência
*faz sequência com o post de baixo
uma das situações
que nos revela que estamos
perante um péssimo grupo de amigos
é quando nos sugerem um mc donald's como restaurante
gostei de ver
narra a história verídica
do pugilista jimmy bradock
não faço ideia
em que é que os críticos
do público se basearam para o cotar tão mal
decerto que se deveu ao facto de incorruptibilidade do "boxeur"
também não acredito que eles tivessem ido vê-lo
na expectativa de rever o "million dollar baby" ;)
a dado momento
é mais sensato preocuparmo-nos
com uma boa forma de morrer do que viver
um insecto sobrevoa
descreve com peripécias os seus movimentos
transpondo o divertimento para lá das normas
torna-se ofensivo,
prepotente e tirano
num palco de hipocrisia e cinismo
profere mentiras descaradamente
até que da plateia alguém farto diz:
"MORTE AO INSECTO!"
olharmo-nos é uma ofensa
tocarmo-nos um crime
com a falta de essência
refugiamo-nos na aparência
a teoria dos gestos
ganhou real significado
com a aquisição de produtos
a ilusão de encontrarmos o outro
foi fácil reparar num tipo de palavreado,
demasiado boçal, utilizado por mim durante o último mês
quis mesmo bater no fundo, ainda que não exista, que isto é só cair
não dá para traçar um paralelo com os políticos
a nível da linguagem - eles têm mesmo atitudes dignas
daquilo que popularmente se designa por filhos-da-puta...
vou procurar elevar a minha intervenção
um pouco acima da deles
devem ter reparado no discurso do Bush
quando a certa altura diz: "... devemos dar-lhes comida
para evitar os saques..." se não foi isto foi algo semelhante,
mas pior foi não conseguir evitar sorrir enquanto proferia tal...
como traduzir isto para bom português sem chamá-lo de FilhoDaPuta?
por cá temos o louçã a presidente
não sei se não é preferível optar pelo Ratzinger
arrancaram as autárquicas
e o que o primeiro ministro tem para dizer é:
"já este ano, ainda este ano, também este ano..."
mandá-lo FODER é pouco
não há pachorra!
hipócritas do caralho estes políticos
é o que se pode observar no estado de calamidade
em que se encontra Nova Orleãs e localidades limítrofes
após a passagem do Katrina - já reivindicado pela Al-Qaeda
a falta de organização... não sei se é possível falar em falta de organização,
aquilo mais parece filha da putice por parte dos que governam aquele país
é que naquelas regiões predominam os negros
perante tal cenário de inoperância dá a ideia que optaram por deixá-los à deriva
até incrementaram aprovando a lei marcial: atirar a matar
então não?! há que aproveitar para concluir a "limpeza" que o katrina iniciou
que país mais miserável - tinha vergonha de viver ali
um idiota enviou-me um mail
a perguntar como é que era possível eu ter
a anormalidade de colocar o post que antecede este
estive para me esquivar à normalidade/imbecilidade
da pergunta. no entanto... o que sei é que por um furacão
assolar uma parvónia norte-americana e matar um milhar de ianques
dá-se um alarido descomunal. porém, perante um "furacão", camuflado
de fome e sede, que mata todos os dias, há anos, milhares em áfrica, por exemplo,
ninguém se parece incomodar. aliás, ninguém se incomoda mesmo a não ser "meia dúzia"
de ONG's, etc.
agora em bom português:
os africanos, que saiba, não nos fazem mal
mas essa escumalha norte-americana vive a foder-nos
e de que maneira - um ex. para eles estarem bem o petróleo aumenta...
no que me diz respeito: estou saturado de pagar pela ambição e
ganância de todos esses filhos da puta
sim, como é que é possível tanta cegueira e burrice?!
a esta altura o Katrina já merece
que lhe passe a mão pela cabeça
e vá soletrando: lindo menino, lindo menino
nada de novo a não ser
coisas soltas, a lembrar o Outono,
como estas que aqui deixo. até seria estranho
não aceitar as derrotas tendo como exemplo a derrota que é a vida
não falarei da mediocridade por instituir
de toda aquela gentalha que nunca se perdeu
nem perderá, porque jamais se encontrou e encontrará
falemos um pouco dos que definham nos escritórios
dos que sucumbem nos armazéns, nos que apodrecem
nas fábricas, nos que se imbecilizam na construção civil e ao
fim do dia sufocam nos transportes públicos e têm infartes e avc's
nas extensas e intermináveis filas de trânsito oh falemos dos que vão
às consultas médicas porque se sentem doentes e teimam não saber porquê
haverá outra razão para se recorer a um médico para além de se desejar levar com três
ou quatro caixas de supositórios mentais?
falemos dos menos perdidos que se perdem nos bares e nas discotecas
falemos dos que se esforçam pela aparência, adquirindo porches, mercedez, bmw
junto às palhoças e ao ar livre - porque as palhoças não têm garagem
temos que disfarçar a nossa loucura e mediocridade até haver melhor solução!
por vezes imagino o desespero
que alguns têm em coordenar as ideias
de modo a obter um pensamento coerente
por mais que tentemos
cravar e gravar a nossa imortalidade
não deixaremos de ser, no conjunto,
uma efeméride perante o universo
desde quando é que
uma coisa (nós) cujo desenvolvimento,
crescimento, visa o apodrecimento/
decomposição pode ser boa?
encontravamedesprendidonosofá
quandomeconfronteicomesteesquema
apeteceumeretirarosespaçosàspalavras
assimunidastalvezrespiremmelhor
aindaqueoobjectivosejasufocálas
eu sou um(a) filho(a) da puta
tu és um(a) filho(a) da puta
ele(a) é um(a) filho(a) da puta
nós somos uns filhos da puta
vóis sois uns filhos da puta
eles são uns filhos da puta
puta que pariu o ser que se diz humano
somos todos dignos de ser fodidos a bom foder
arrastamo-nos na puta da nossa verticalidade
na madrugada que passou
o rosto e o corpo eram dela
a alma não
nunca a vi tão digna de uma foto
não sei de onde vem ou como vem
esta energia que me prende a ti
venha de onde vier desejo que não cesse
estou apaixonado
nunca me senti tão louco interiormente
por vezes perco-me
devido à intensidade de emoções que interagem em mim
ao telefone dizia-lhe:
“fechei os olhos e abri o coração
por isso vou até à Dinamarca
onde espero não colidir com uma parede
mas sim com os teus lábios, com a tua boca
este mês tem que se lhe diga
desde os incêndios às bombas de Hiroxima e Nagasáqui
não esquecendo a retirada dos colonos da faixa de gaza
até à tanga das presidenciais antes das autárquicas
Cavaco Silva já se decidiu (incrível), mas mantém o tabu até às autárticas
isto traduzido quer dizer o quê? Que não passa de um merdas
o Mário Soares é outro. que dizer do Jerónimo de Sousa?
se fossem todos para o caralho, era bom
entretanto, o Sharon(zito), pressionado, resolve entregar os terrenos
aos palestinos - provando que os mesmos nunca pertenceram a Israel
moral: os bombistas-suicidas brotaram de uma ocupação ilegal
por parte dos israelitas, bem como os demais massacres
e quezílias entre os dois povos - coisa que sempre soube
e que desejo que os demais idiotas saibam
mas mais: se esse povo vive a choramingar
e a implorar que lhes indemnizem, deviam fazer o mesmo aos palestinos
indemnizá-los pela ocupação ilícita dos territórios durante todos estes anos
os EUA tentam hipotecar o avanço nuclear do Irão e da Coreia do Norte
como se esse país de mafiosos, a nível da governação, tivesse alguma moral
para reivindicar e exigir seja o que for!
é incrível como é que o país que lançou as únicas bombas nucleares
se acha no direito de boicotar e impedir que outros as produzam
voltando à 2ª guerra: na altura, os filhos da puta
que estavam à frente da governação, colocaram o nome de "Little Boy"
na bomba lançada em Hiroxima - é preciso acrescentar mais?!
este país está a arder de norte a sul
foi pedido auxílio aos países que fazem parte da comunidade
no entanto, por exemplo, os franceses que se prestaram ao auxílio
encontram-se retidos porque a legislação portuguesa não permite
que os mesmos actuem em território português
mas o que é isto?!
numa esplanada com o meu filho de 10 anos
- Oiça, tem um "Ice Tea" de limão fresquinho?!
- Temos sim!
- Então pode ser uma "Fanta de laranja", por favor.
ontem, enquanto ouvia o antónio costa,
lembrei-me daqueles empregados de caixa de hipermercados
que graças à eficiência e destreza nos dão vontade de presenteá-los
com uma nota de cinco euros e colocar uma de dez a arder
há que mostrar o que eles valem :)
o paleio sobre os incêndios está gasto
a corrupção é tal que as matas, um pouco (ou muito)
à nossa semelhança, só terão descanso após o seu fim
tudo indica que os escrúpulos pertencem cada vez mais ao passado
não há nada de novo
a nível de estratégias governamentais
a não ser a falta de vergonha, o real descaramento
todas estas movimentações pantanosas
de troca-troca - "tu dás o cu eu a piroca"
rementem-nos para o óbvio
este país encontra-se tomado
por uma cambada de corruptos
e o pessoal da função pública
que poderia fazer frente ao que se está a passar
contenta-se com enrabadela atrás de enrabadela
é mais que clara, chega a ser transparente e até invisível :),
esta troca na CGD - só com "um" do gang os financiamentos
para a OTA e TGV terão aprovação
foi com alguma tristeza
que recebi a notícia do fim dos jornais
"A Capital" e "Comércio do Porto"
sobretudo o fecho do "A Capital"
por ter sido um dos jornais que me proporcionou ser eu
devido à permissividade, liberdade de expressão
foi com prazer que vi, durante cerca de ano e meio,
os meus artigos de opinião serem lá publicados
fica um Abraço a todos que lá trabalharam
1 - os congelamentos
da função pública, até são bem vindos
pode ser que os ratos e ratazanas
abandonem os tachos
tal medida
poderá contribuir para uma maior dinâmica
a nível empresarial, industrial, etc.
claro que este governo
não está a fazer o que está
com este propósito e visão...
2 - a oposição é sempre curiosa
enquanto oposição
a tendência/segredo é falar a verdade
até ascender ao poleiro
"9 songs"
gostei de o ver ontem no "king", lisboa
filme de michael winterbottom
com uma bela banda sonora
black rebel motorcycle club, the von bondies,
elbow; primal scream, the dandy warhols, super furry animals,
franz ferdinand, michael nyman
filme censurado em inglaterra devido à felação (sexo oral)
e não pelos riscos de coca que se snifam :)
- como é que preenches
a ilusão do teu dia?
- ilusão não! trabalho 8 horas, sinto-me amado,
o meu pedido de crédito foi aprovado...
- pára, pára meu desgraçado!
- I have a dream
my dream is working in Portugal.
- but this is not a dream!
this is a nightmare
o neo ministro teixeira dos santos
desde 2000 que não declara
os rendimentos ao tribunal constitucional
vê-se o porquê da substituição
quando será que este povo de merda
se cansa e os espanca, a todos, até à morte?
o herald tribune (jornal inglês)
denuncia o mau investimento dos governos portugueses
no que se refere aos fundos comunitários
aliás, investimentos a nível de infraestruturas
praticamente não aconteceram - apenas se esmeraram
nas rodovias/autoestradas - chegam a alegar que tais fundos
só podem mesmo ter ido parar aos bolsos dos governantes
Portugal dá o exemplo de tudo
que não deve ser feito a nível comunitário
graças aos ladrões e filhos da puta que se têm
vindo a suceder a nível governamental
Já agora:
se não leu aproveite e leia a crónica/desabafo
do miguel sousa tavares, na pág. 7 do jornal "público"
Ratzinger
criou nova polémica
ao querer alterar parte da Homilia
doravante, disse Ratzinger,
os fiéis devem dizer:
"OSAMA nas alturas"
oiéééé
o ministro das finanças
Campos e Cunha
acabou de ser demitido
alegando razões pessoais
ainda é cedo
mas arrisco dizer
que acaba de se retirar um dos poucos
que tinha uma réstia de escrúpulos no actual governo
passo grande parte do dia
a tentar saber o que sou
para o fim do mesmo
o torpor suaviza quando
entro num hipermercado e compro
amor em pó
carácter em conserva
inteligência cozida a vapor
consta que desta vez
o motivo que fez com que os quatro terroristas
aceitassem detonar os explosivos
não se prendeu com 72 virgens no paraíso
mas sim com 72 putas
perante tamanha descoberta
fez-se luz em todos os meios de investigação
é que assim, tudo ganha real sentido... assim, sim
agora
ao passarmos
pelo Terreiro do Paço,
à noite, podemos observar
sob as arcadas dos edifícios
carreiros de sem-abrigo
o jornalismo
está em ruptura
entrou no patamar do desespero
nunca os seus gritos de angústia
estiveram tão audíveis, reveladores
um grande momento, certamente, aproxima-se
existem alguns processos de ruptura
ao longo da vida. um deles é descobrir que o amor
já não serve de construção, ilusão, salvação.
essa do G8 e companhia
andar numa de "bom samaritano"
em relação aos países africanos,
aquela treta do perdão da dívida,
é de um tipo se deitar a sorrir e acordar a rir
então os tipos pinham durante anos aqueles povos
e depois ainda vêm dar uma de bonzinhos
em ponderar sobre o perdão de uma dívida que se gerou
devido a essa mesma exploração, castração, etc?!
mas qual dívida?!
não temos que perdoar
temos a OBRIGAÇÃO de não cobrar mais do que já foi cobrado
Ontem estive a ouvir o Mário Soares e achei caricato ele estar inserido na rubrica "Sociedade Aberta" quando faz parte de uma sociedade fechada. No entanto, cada vez mais, tenho vontade de reconhecê-lo. Porém, o meu reconhecimento, sobre esse homem que será sempre uma referência incontornável na História portuguesa, é ambíguo, como ambíguo é o homem em questão.
Foi um dos responsáveis, senão o mais responsável, pela péssima descolonização de Angola. Que interesses ele tinha, e o que obteve com o então voltar costas a todos os portugueses da altura, só ele saberá... talvez um dia nos queira contar, o que duvido.
Tem uma visão próxima da minha sobre o fenómeno do terrorismo actual. Ele próprio apela ao diálogo com os terroristas e reconhece a administração Bush como o principal órgão de terrorismo de Estado. Durante a sua conversa, de ontem, houve uma parte deveras importante - aquela em que questionou o António José Teixeira sobre: "... e de onde vêm essas armas...?"; etc. etc. São nestas partes que ele falha. Podia nos revelar um pouco do tanto que sabe... Mas os grandes homens não se tornam grandes por revelações... ;)
Pormenores: não sou contra a descolonização, mas sim contra a forma como foi executada... Por mim, toda a África jamais deveria ter sido invadida e profanada por brancos, a não ser com o convite expresso dos seus habitantes - isso nunca aconteceu. Por vezes até me contraio, quando penso naquela idiotice com que se gabam alguns historiadores portugueses - aquela de ter sido o português o inventor da mulata. É que para além de tal facto ter tudo para advir de uma violação, a mesma, arrisco dizer, deve ter sido consumada com uma garota de 14 a 15 anos... Mas que importa isto perante o feito, perante a grandiosidade dos portugueses?!
Naquela altura, os brancos, que estavam no poder em Angola, diziam que combatiam o "terrorismo". Hoje, a esta distância, sabemos quem eram os terroristas - talvez isto ajude as pessoas a reflectir sobre o que é o terrorismo actual. Esta questão, também foi ontem subtilmente levantada pelo Mário Soares. Acho tudo estranho, até porque isto foi por mim dito há mais de dois anos. Inclusive, a situação de injectar capital para África, afim de criar infraestruturas e dinamizar toda aquela economia com o propósito de evitar o êxodo e posterior ruptura do mercado europeu, foi por mim colocada há anos no jornal "A Capital"...
Basta meio olho aberto... oh, só meio, vá lá...
estive por lá
no último fim de semana
para visualizar o evento cultural d'artVEZ
à "casa das artes"
juntou-se um novo espaço: "galeria Queiroza"
com o propósito de dar uma maior dinâmica à vila
por entre quadros e esculturas
pude ver e ouvir o joaquim castro caldas
com o seu "a palavra dos" e o lançamento do seu
décimo livro: "há"
há a sapiência com que o único velho da última aldeia, num
país perdido, algures pelo mundo, habituado ao íman do
olhar, assiste à chegada de uma estação de comboio parecida
com o outono, aponta o número da porta do primeiro amor
nas costas de um mapa em pano, absorve a alegria do verão
fixo ao fogo de um coração no inverno, a cheirar aos poucos o
pólen de uma rapariga primaveril, pássaro no ombro, sem
pedir licença ao tempo nem desculpa a uma flor
há a consciência subterrânea de que se ama um vento para
tudo, basta o desvio de uma duna, o auxílio da água, a tua
vinda cíclica e soleirenta como o rigor da chuva, o correr do
ar, uma mão que esbofeteia uma vírgula
há essa tua mania de abrir a solidão à imperceptível passagem
dos gatos pela paz e pelo sossego, como se estivesses aqui,
terrivelmente ausente
caro imigrante
caso resolva ter um filho português
o mais certo é ele ser chinês
é quase isto...
porém, não posso deixar de louvar
o governo do PS pelo esforço em melhorar
a burocracia que se prende com a lei da nacionalidade
no Mónaco, corolário dos Grimaldi,
o príncipe Alberto, sem alternativa,
confessa ser pai de um filho, que por ser preto
não o poderá suceder - o trono está salvaguardado
jamais deveremos tolerar um rei preto na Europa
até porque faria toda a diferença - para melhor
mas é importante que saibamos
que temos um futuro rei preto na europa
que nunca o será por injustiça dos brancos
mais logo devo voltar aos outros atentados
porque será que se evita o diálogo
com os chamados terroristas?
que dizer de certos governantes
de países asiáticos, africanos e sul americanos
que são colocados na governação com o propósito de servirem
a corrupção, o branqueamento, a lavagem de dinheiro
através da droga, do tráfico de armas, etc.
dos tais senhores do G8?
porque é que os paraísos fiscais
não param de aumentar?
que achar deste último atentado? o facto de o permitirem
nesta altura crucial do G8/Live 8, não vos diz nada?
eles sabem quando, onde e de que maneira...
eles sabem... que as bolsas oscilem
eis um momento especial
para abrir uma garrafa
de Moet & Chandon
os meus parabéns à Al-Qaida
acabo de saber
que o Ballet da Gulbenkian
foi extinto!
incrível
não dá para acreditar
é óbvio que os brinquedos
não passam de uma forma de os mais velhos
viciarem os mais novos naquilo em que eles já estão
as asas da imaginação
não servem para a libertação
a não ser
que na hora do salto
não se abram
gostava de ser estúpido
perguntar que me explicassem o que não percebo
para que se tornasse claro
se devia agradecer
ou perdoar sobre o que me pedem
por entre vários olhos que me olham
estranho mundo este perante meu olhar
diante de mim continuam portas fragmentadas
alguém antecipou-se no meu caminho ao meu trajecto
o que tinha para abrir, para desvendar
está aberto, encontrado
fecho meus olhos
diante de meus passos um mundo
dizimado de emoções noto o amor desvanecer-se
como ser o mesmo que via pelos olhos que eram vistos?
penso ser
manifestação de loucura
o medo de morrer
uma forma de evitar
o raciocínio sóbrio
sobre o fim
impossível de evitar
o sucesso das drogas
lícitas e ilícitas, é bem capaz de residir nisto
de longe a loucura
esta madrugada
enquanto "speedava"
eis que choco na autoestrada
choco por dentro
trago vida e morte, riso e choro
coragem e covardia, bem e mal e demais porcaria
acabara de sair com um belo exemplar
da livraria "Ler Devagar" quando
ao transitar pela "select" um nómada
olha-me intimidado, mas ainda assim pergunta:
"tens uns trocos, amigo?"
recorro ao exemplar "intervalo", "O Valor",
uma bela revista que acaba de ser lançada
e que devem adquirir
os colegas do "nómada" riram-se...
nem tudo está perdido, quanto mais nada!
rua da Bela Vista à Lapa
2:00h da manhã do presente dia
4 polícias fazem uma rusga a um "gang"
dirijo-me a eles
e pergunto qual o motivo
respondem-me que se trata de uma acção confidencial
digo-lhes que de confidencial só o Cunhal
e que nas últimas duas semanas
o meu carro foi assaltado por 4 vezes
o polícia diz-me
que não se trata de um caso desses
este é um bando que furta telemóveis!
e furta telemóveis de onde? pergunto
há um momento de reticências que me remete ao todo
um dos polícias diz:
"você deve fazer queixa..."
digo:
"queixa fizeram vocês por duas vezes ao novo governo"
ficam circunspectos
que vão fazer a estes tipos? pergunto
apenas notificá-los. respondem
depois rematam:
"você deve participar
porque aumenta a estatística
e em vez de sermos 5 a patrulhar, seremos 10"
pois, meu amigo,
só que não faço queixa
porque os compreendo, repare:
estes tipos que vão fazer? até vocês já fazem greve!
o guarda, calou-se
ponderou e disse:
"é verdade! e isto do défice tem que se lhe diga
não sei o que havemos de fazer!"
pois, disse-lhe, isto está a ficar um caos
ninguém sabe bem o que há-de fazer...
quanto mais estes tipos
apontava para os pretos e brancos
que faziam parte do "gang"
"... é verdade...", respondeu o guarda,
que entendeu bem aonde queria chegar
despedi-me com um forte aperto de mão
desejando-lhes boa noite
ao entrar em casa e ascender à janela
já os polícias se tinham ido embora
deixando os "assaltantes" em liberdade
é mesmo o que me falta: tempo
pelo menos para isto, da blogosfera
quem já me visitava
antes de uma certa polémica
sabe que alternava, com frequência,
"post" com e sem comentários
é o caso
qualquer hora retomo com mais regularidade
principalmente se morrer como o
Eduardo Prado Coelho
tu és branco! eu sou preto!
olharmo-nos é uma ofensa, tocarmo-nos um crime
que é isto, que mundo é este?
querem uma coisa comum a todos? o tempo
devido a uma amiga
acabei de ir visitar
um blogue que desconhecia
http://irmandadenegra.blogspot.com
Talvez valha a pena irem lá ler
e não é com a retirada dos 10 mil
do Xenofonte "há dez mil anos"...
850 anos? De quê? Pirataria?
Tentativa de sermos o que nunca fomos?
"Heróis do mar..."? Piratas do mar... se fazem favor
e maus, que nisto os ingleses suplantaram-nos e muito
Deve ter sido por acaso,
até porque este país vive de acasos,
que só agora, depois de nos últimos anos se terem
cometido sucessivamente ingerências, corrupção e demais
anomalias, vemos liberalizada uma manifestação da "FN"
A culpa do défice é dos imigrantes!
A culpa da falta de poder de compra a eles se deve!
A culpa deste país se estar a afundar
não se deve à incompetência e ao aproveitamento
dos filhos da puta que o têm governado nos últimos anos!
Povo de merda! Ò povo de merda! Deixem de ser merda
e juntem-se ao "arrastão", afim de arrastar de vez
esses filhos da puta que nos têm "governado"...
Mas o todo reveste-se do meio
o meio é a hipocrisia, a mediocridade
onde tudo está bem - mesmo sabendo que nada o está.
Se a virtude está no meio, eliminemo-la
Está na altura de surgir um meio que não resulte
da aversão entre os extremos, mas sim da sua união.
estive durante 3 horas
a ouvir o Vasco Mendonça e o Orlando Freire
entre amigos no "Irish Pub"
Preparam-se para mais uma investida,
de âmbito cinéfilo, desta vez na Suécia
em Gotemburgo.
Adorei estar com pessoas que não usam máscaras
Em novembro será lançado um livro de Orlando Freire
"Quinze entrevistas, 15 realizadores"
em inglês, francês e sueco...
Predispôs-se a enviar-me um
a noite está ganha
o que acham da manifestação
agendada para amanhã
no Martim Moniz?
Vou lá estar, mas pelos imigrantes.
trata-se de um texto que irei colocar em breve
muito simples, para que todos entendam
o que há para entender
Os tipos esqueceram-se de dizer que alguns dos anónimos
eram os próprios - aqueles que levaram um baile memorável na parte um e dois da discussão, de facto, literária. Duas partes encontram-se sonegadas por essa nova gestapo que se intitula literária - alertado, resolvi começar a gravar a 3ª parte - a que podem observar dois "post" abaixo. Claro que muito se perde, porque não há ligação/referências que sirvam para enquadrar, na totalidade, a mesma.
Só é de lamentar que o Pitta, sobretudo ele, não tenha a decência ética de recolocar pelo menos os comentários - até porque fui um dos visados, senão o mais, pela criatividade do "amigo da rapaziada" e não me incomodei nada - acho que lhe dei uma réplica razoável, dentro do possível. No entanto, que achar/ dizer de todos esses pretendentes a intelectuais que se acocoraram?
Sem aquele excelente e soberbo testemunho (as tais duas partes que faltam), até parece que tudo que ali se passou foi mero gratuitismo - jamais acreditem em tal. Eles foram dizimados/ridicularizados e por isso retiraram os comentários. Se tiverem coragem, venham para a ARENA.
Parecem a CIA a esconder as provas e a criar "bodes expiatórios".
Esqueceram-se de revelar que um tal de "Temudo", que tinha tudo para ser mudo, era o Pitta, por exemplo. E que foi ele que começou a mandar foder o "amigo da rapaziada" sob anonimato. Entretanto, constou-me, ainda, que o Pittinha fez uma birra memorável, daquelas que quem o conhece já não se admira - uma performance digna de uma rameira, com a gravidade de, enquanto tal, não ser genuína. Isto sob ameaça de abandonar o blogue se os outros não retirassem os comentários. Tal, só se pode dever ao orgulho ferido de leão, seu signo.
Ainda aguardo que ele tenha a "coragem" (dignidade está fora de questão) de recolocar os tetxos ou devolvê-los via e-mail - aquilo deve constar, para bem da transparência e da criatividade literária.
*Este não é o texto que pretendia colocar inicialmente. Porém, cheguei faz pouco a Lisboa, e o outro texto traria demasiadas complicações para a própria amizade deles - não vou dar uma de "maria". Mas é bom que saibam que há entre eles muita falsidade - posso prová-la, mas não o farei por ética literária... a tal que lhes falta.
o que se segue, faça-o.
Como disse, preparo um texto sobre o pessoal do blogue "Da literatura". Tenho, no entanto, alguns afazeres que me impossibilitarão que o mesmo seja publicado nas próximas 3 horas. Mas depois, terá que sair. Porque determinadas coisas, não devem permanecer abscônditas ;)
Saturday, June 11, 2005
Entre a dor e o nada
Um dos autores que Beckett apreciava era o dramaturgo Jean Racine, precisamente por causa da importância que o autor de Molloy atribuía ao ritmo da escrita, à sua música. Quando um autor considera que a valorização de um texto passa pela dimensão oral, aproxima-se com naturalidade da expressão dramática, ao mesmo tempo que vai realizando algum caminho da aceitação da efemeridade humana. O que é escrito para ser dito parece mais fugaz do que aquilo que pretende sobretudo ser lido, mas não ambiciona, por isso, deixar uma impressão menos forte no receptor. Racine pretendia comover o espectador, quer dizer, movê-lo com a personagem, fazê-lo experimentar a dor da figura que se expunha em palco. Para tal, propunha a simplicidade do argumento, em perfeito acordo com os moldes clássicos, esperava mesmo ser capaz de escrever uma tragédia a partir de quase nada.Berenice, cuja primeira representação pública se deu em Paris, em 21 de Novembro de 1670, obedecia a esse propósito de extrema contenção, pretendendo representar o drama de uma separação amorosa por motivos políticos. Nas últimas semanas, foi possível assistir, em palcos portugueses, primeiro, no D. Maria II, em Lisboa, depois, no S. João, no Porto, até hoje, a uma representação dessa peça de Racine, a partir de uma tradução encomendada a Vasco Graça Moura, entretanto publicada pela Bertrand. O melhor elogio que se pode fazer à tradução de um texto dramático é a constatação da sua funcionalidade em palco, mas aqui há algo mais a referir, precisamente a música de que falei no início, a tal que tanto agradava a Beckett e que lhe teria causado prazer redescobrir nesta versão em língua portuguesa, se ele tivesse chegado a aprender português, como foi sua intenção, para ler Pessoa no original. Em rigorosa sintonia com o texto está a encenação de Carlos Pimenta, reduzindo o cenário a pouco mais do que uma parede com múltiplas funcionalidades e às imagens de video que expõem nuvens em constante movimento. Depois, há a deslocação dos actores e as suas falas, em registo de contenção extrema, quase sempre sem levantar a voz, apesar da violenta intensidade dramática de alguns momentos. Convirá talvez referir que Carlos Pimenta já foi assistente de Rogério de Carvalho, um encenador para quem a clareza da palavra é a respiração do teatro. Conseguir esse efeito sem actores de muita qualidade não é possível. Registe-se, pois, que João Grosso, Beatriz Batarda, José Airosa, Miguel Loureiro, José Neves, Teresa Sobral e Paulo Lage compunham as seis personagens, com destaque para os dois primeiros, representando Tito e Berenice, o par amoroso, cuja separação se consagra no silêncio da expressão de Grosso, a acabar a peça. Como esquecer aquele rosto em dor, o grito mudo, após tantas falas com um ritmo imposto pela cesura?
posted by João Paulo Sousa at 1:47 AM
71 Comments:
Luís F. Simões said...
Sobre a dor, o rosto e o golpe escrevi:O escultordecepou braçosamputou pernasdecapitou, cabeças!reparou:a dor não tem um rostoSobre a peça, onde entre outros entrou o Grosso, nada posso dizer porque não a vi. No entanto, ao ouvir o nome do João, lembro-me imediatamente de um dos maiores declamadores de poesia que dá pelo nome de Luís Pedro Parada - já agora, este nome diz-te alguma coisa?
6:42 AM
João Paulo Sousa said...
This post has been removed by the author.
11:55 AM
João Paulo Sousa said...
Lamento, mas o nome citado nada me diz.
11:55 AM
E-clair said...
Mas alguém que mereça ser (re)lido escreve "apenas" para ser ... lido? O ritmo e a melodia são acrescentos?... E por que motivo é o "oral" mais fugaz do que o "escrito"?
2:17 PM
Luís F. Simões said...
É mais um enorme valor que se apressa a ser ignorado. Digo isto, porque já não sei dele faz uns bons 5 anos. E na altura pareceu-me enamorado "camilianamente" pelo álcool. Transitava entre Aveiro e Coimbra. Nunca ouvi ninguém a dizer poesia com a intensidade dele - era lancinante de belo. No seu repertório, da memória, constavam, entre outros, a Tabacaria e o Cântico Negro.
2:22 AM
João Paulo Sousa said...
Caro E-Clair,Agradeço que leia com atenção o que escrevi e que não me atribua palavras que não estão no meu texto. Onde se encontra o "apenas"? E em que frase é que digo que o ritmo e a melodia são acrescentos? Quanto à fugacidade do oral e do escrito, cito-me: "O que é escrito para ser dito parece mais fugaz do que aquilo que pretende sobretudo ser lido". Reparou na importância daquele "parece"? Vá lá, um esforço. Vai ver que aprender a ler é gratificante.
10:00 AM
amigo da rapaziada said...
o simões é tão pifiozinho...
7:16 PM
Luís F. Simões said...
Com a tua licença João...Pitta, espero bem que reponhas o que retiraste - na íntegra. Aceita a diferença, porque ela existe.Abraço
5:24 PM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
ora o blogue é que perde. há muitos por aí que bem gostariam de nos ver por lá. eu não voltaria a abrilhantar uns posts que até nem são dos que têm mais qualidade aqui. só mesmo alguns despautérios convidavam a gente... mas o moralismo é o moralismo, para não falar de certas psicologias, e nada mais há a dizer, paciência. olha que os posts do JPS até são os melhores, com o único defeito, que é uma virtude, de não se prestarem ao gáudio. se ele também não se ressentir de eventuais euforias, claro... luís, quem desrespeita os textos de terceiros, sem uma palavra prévia sequer, não merece atenção. só merece outra coisa que nem precisa de ser nomeada.
5:47 PM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
e, claro, deus até escreve direito por linhas tortas, eheheheheheh
5:50 PM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
só gostava de apanhar a rosinha, mesmo que seja rosinho (sim, sim).
5:50 PM
Luís F. Simões said...
Olha "amigo", se te resta alguma dignidade, retira o pifiozinho - sabes bem que de pífio pouco ou nada tenho... Um forte, Abraço. E mais... com esta atitude do EP, fiquei a ponderar mais sobre tudo o que disseste. Talvez te dê algum crédito ;) Curiosamente, sobre o João Paulo Sousa - já o havia elogiado no seu belo texto, "A voz". Excelente.
6:01 PM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
aquele pifiozinho apareceu quando nos estávamos a insultar, pá. também não te vou pedir que retires os teus insultos em todos os posts! mas o problema é que já não me lembro da password. depois disso mudei de username, precisamente por ter esquecido a password. mas depois de tudo quanto disse vires agora com "se te resta...", bem, é coisa que podes retirar, mas também não me incomoda nada se não restirares, até acho graça.crédito? eu não preciso de crédito, só da banca. o fim daquilo é o melhor crédito... toda a gente sabe de que sofrem os "litterati", não é?sou matemático com paixão pelas letras e já descobri há muito tempo que não sei menos do que eles. muitos deles até sabem muito pouco, e o que sabem até nem tem grande importância, só vale conjunturalmente. vem um gajo aqui e depara com esta mesquinhez de espírito! até apetece admirar os engenheiros! parece que não leram o álvaro de campos que tanto mal te fez, esse imoralista cheio de febre e descomposto! e depois falam em fracturas e e outras amenidades. só se for em nome da ortopedia.
6:14 PM
Luís F. Simões said...
Claro que és um matemático. Sempre "soube" isso. Esquece o pedido - até já (eu) incorro na pedinchice ;) Deve ser da velhice - já lá vai a fase "punk"... oito anos bastaram. Oito por cá, outros oito nas ruas de São Paulo, a fazer/roubar "boys/queques". Um bom trajecto ;)Creio que o Pitta irá prescindir do orgulho de Leão (coisas astrológicas - tem tudo para se dar bem comigo que sou Gémeos com ascendente em Sagitário)... vai acabar por ceder ao pedido que aqui fiz e no meu blogue, não vais Pitta?Amigo (já sem aspas)... até logo, na VIDA.
6:34 PM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
ladrão?! não devias dizer isso aqui, que ainda te banem como no irc. há bocado eu disse que os poetas são ladrões (citava o Horácio) e nesse sentido serás sempre ladrão, não tens saída. ignoro se chegaste a ler o meu BREVE IMITAÇÃO DE LUÍS F. SIMÕES v. 3.0, que coloquei naquele post censórico. perguntava-te se te importavas que elaborasse uma versão 4.0... não consigo reconstituir o que disse, porque os meus textos foram roubados, tal como o poema, de que não tenho cópia. enfim, isso até me diverte, porque é a cereja no bolo de tudo quanto fui demonstrando por ali, se é que percebeste. por isso este blogue subiu na minha consideração. tens coisas muito desiguais, algumas excelentes, outras medianas, uma ou outra de péssima qualidade, mas permite sujeitar os próprios pensadores de serviço a testes dolorosos e porventura insuportáveis. é isso o sangue do mundo literário, que não há nas matemáticas. entra num blogue chamado casmurro, sem comentários, de gajos universitários muito snobes que se armam em críticos, prometem crítica com altas elaborações teóricas em comprimido, etc., cheios do patois pós-colonial, seja lá o que isso for: um bocejo, só vendo. ao menos aqui temos tipos que vão do inteligente ao boçal ilustrado. uma variedade colorida com piada, pois a net e os blogues servem para isso mesmo, para descarregar, mesmo as calinadas, que aliás não vi aqui ninguém aqui censurar, e já vi algumas que enganam mesmo as pessoas de boa-fé (admitindo que isto é um serviço aberto ao público). portanto, fico um pouco inquieto contigo aí a mendigar uma posta daquelas! quem é assim pode escondê-lo, certo; mas quem é assim e age assim disse tudo o que há a dizer. no teu poema louvas o Hitler, o que aponta para uma certa visão do mundo e das relações éticas e políticas, entrando por outro lado em contradição com a tolerância da diferença que já mostraste... não sei... tu lá sabes... gostos não se discutem.
7:02 PM
Luís F. Simões said...
Fod***, não louvo nada o hitler! É uma forma de tentar fazer sentir mal e atacar, por comparação, todos estes governantes-pedantes, industriais-chacais, que fazem "o mesmo mal", mas camuflados pelas multinacionais sem rosto, etc. O texto "O que me esgota" foi escrito de rompante em 1997. Escrevo sempre assim, de um fôlego só. Nunca forcei a escrita. Fico 2 a 3 anos sem escrever, sem me preocupar com isso. Sei que mais dia menos dia, o processo, que ocorre a nível subconsciente, necessitará de exteriorizar-se... "Avant la revolution" ;)
7:18 PM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
atacas esses canalhas todos e rogas a reabertura duns comentários fechados daquela maneira, sem aviso prévio, bruscamente, e sem o menor respeito pelas pessoas? isso chama-se o quê? capitalismo? multinacionalismo? industrialismo? fascismo? nazismo? estalinismo? que nome pode ter isso? pensava eu, absorto nos meus números, que o mundo dos poetas era o paraíso na terra... mas quando comecei a conhecê-lo bem não pude deixar de admitir que é um mundo tenebroso e sinistro, com alguma gente de qualidade cercada por um exército de torcionários que não olham a meios para responder aos seus instintos. já os vi cantar a liberdade e a dignidade nos versos enquanto atropelavam as pessoas nas mais diversas circunstâncias. tiveste um exemplo há pouco.
7:43 PM
Luís F. Simões said...
Já descansei - Uaaaaaaaarrrrrrrr! Acabei de espreguiçar. Nesta fase, de lua crescente, uivo frequentemente, com o propósito de abafar miaus.Há formas de pedir, não deixam é de ser pedir na mesma. Também pedes, e não é pouco.Cometi alguns erros, durante a nossa tertúlia - se pudesse refazia-os. Referi o Pedro Paixão e creio que foi sobre o Pedro Mexia que o Melícias falou. (Ainda não me dei ao trabalho de ir lá abaixo, digamos assim, confirmar. Digo retirar aspas, quando são comas, etc. Bem, mas o que importa é a criatividade, que tanto escasseia no panorama literário. Não há maneira de arrancarem as putas das flores da boca, como costumo dizer. Alguns, outros, forram-na com estrelas, retirando-lhes o brilho.Dentro da minha visceralidade, marginalidade e mais qualquer coisa, tento sempre ser tolerante - começo a notar que não me soubeste ler assim tão bem. Por mais contundentes que alguns textos sejam, não deixa de transparecer o que mais abunda dentro de mim - humanidade, simplicidade, autenticidade, frontalidade... Repara:«Blue Tuesday»… homenagem ao 11 de setembro…duas torres foi pouco…eis que se ergue um anjo sobre o ocidente. possui uma asa preta e outra branca. traz no peito o Islão e nas costas alguns africanos, europeus… e até americanos!é algo temível e indestrutível. carece de rosto, como outrora as multinacionais da razia, do branqueamento, da miséria, do terrorismo, da castração, da repressão, da estupidificação…como tu Islão, há muito que deixei de chorar a morte dos outros e passei a chorar a minhaah como desejoque me arranquem a cabeça e a coloquem a fazer de alvo no empire states building ou na estátua da «liberdade» para que possa beijar na boca, e com a boca, um dos aviões de «bin Laden»ah como anseioser bombeiro, nestes momentos, e poder ter a sorte de encontrar naqueles corpos mutantes um fio de ouro ou um dente de diamante – sei lá… a miséria por aquelas bandas é tanta!ah como ambicionoalistar-me nas forças de elite norte-americanas e ter nas mãos uma antiaérea para dizimar, nunca um avião – nunca, que podia estar a evitar que outra torre fosse destruída – mas sim pelotões e pelotões numa só rajada enternecidaduas torres? tão pouco, se pensarmos um pouco!ó gentes!, jamais acreditem que não temos por cá génios, capazes de envergonhar o mais criativo de “hollywood” – a coisa é mediática, não é?!ó gentes!, nunca me confundam com um terrorista e muito menos com um assassino. assassina é toda esta sociedade que se vitima a si mesma devido ao excesso de ganância, impotência e imbecilização assassinos somos todos nós que fazemos da possibilidade, da paz, uma impossibilidade. sim, assassinos são os que diariamente permitem que os nossos desejos e impulsos sejam ceifados; na impossibilidade de: comprar um porsche; adquirir uma mansão (oh, uma mansão!); de aniquilar alguns dirigentes políticos, religiosos, económicos, que arquitectam toda esta desgraça, toda esta miséria e farsamas, falemos de Causas Nobres:na impossibilidade de alimentar os que sentem com a fome, a dor, as doenças, a morte…para matar basta não querer, rejeitar, negar, ignorar – e que melhor sabemos «nós» fazer?!ó gentes!, não devemos permitir que jipes trucidem corpos não, não devemos permitir, nem tão-pouco tolerar, que assassinos assassinem pessoas que diziam: “mil vezes uma criança nos braços que um milhão de biliões de liras” ó carabinieres, ó exemplos da democracia! não, não devemos aceitar, pactuar, que milhões de crianças morram todos os anos em África, Ásia e nas Américas. nem que se despejem bombas e mais bombas por todo este mundo fora! ó rico urânio empobrecido! Ó leucemia! Ó cancros!!!não, não há razão para ficarmos estupefactos com o que aconteceu em Nova Iorque, pois quem fez o que fez sabe que Gandhi não resultou!Justiça a letras de veneno! Justiça a letras de fogo! Justiça a letras de Sangue!basta de cimeiras e conferências da incompreensão. que façam uma cimeira do silêncio – pode ser que obtenham o tão «desejado» entendimento.não, não esperem que os asiáticos se submetam às clínicas de dermoestética espanholas, afim de arredondarem os olhos à nossa semelhança. nem que os pretos se prestem a plásticas da epiderme, afim de se tornarem brancos – aceitemo-los! não, nem tão-pouco esperem que o Islão se converta ao catolicismo/ocidente. se acham que tudo isto que digo é um absurdo, digo-vos: absurdo é o que pretendem fazer com a «globalização» com ela, não os irão alterar por fora, irão alterá-los por dentro!... muito mais subversivo, portanto;de hoje em diante, um sim perpétuo à liberdade, à autodeterminação dos povos, aos direitos fun-damentais. há que respeitar as culturas, as etnias, as raízes – não à adulteração, sim às minorias!com que direito, com que direito quiseram transformar um índio num americano ou europeu se sabemos que é muito mais digno ser-se índio? oh, mil vezes sermos índios!duas torres foi pouco, ah tão pouco!… puta que pariu o luxo! puta que pariu as ideologias pré-fabricadas! puta que pariu os tecnocratas e suas multina-cionais exploradoras Puta Que Pariu! chafurdemos no lodo, nos guetos que criámos, como bons ratos de esgoto que somos! utilizemos o sistema informático, a nova cruz disfarçada de “PC”, perante a nossa própria «humanidade» de mentecaptos, de farmacodependentes, de serial killers, de business menhá que puni-los! há que puni-los! há que puni--los! porque neste mundo tudo se justifica, principalmente as suas vidas com as nossas mortes!irei esquecer-me de muitas coisas, irei esquecer-me das sanções económicas, dos inúmeros actos terroristas!abençoados os resistentes! abençoados os sobreviventes! abençoados os que não se integraram – porque num sistema nojento e corrupto de merda só se integram os Filhos Da Puta! Duas Torres?! Foi Pouco, Mesmo Pouco!(texto escrito a 20 de Setembro de 2001, 9 dias após os atentados, e lido na rádio “VOXX”, Lisboa, em Outubro do mesmo ano)
3:22 AM
ele está entre nós said...
Porra, que verborréia!
3:37 AM
Luís F. Simões said...
Agora vou tentar dar uma breve demonstração do que anda por aí de poesia:sorvo uma taça por entre nuvensignoro o vértice da rosana orgia imagináriao teu semblante nacaradode pétalas luminicentes reaparecee por aí fora ;) é muito isto que a maioria anda a fazer - a tentar fazer e sentir! Não sentem, tentam sentir e dar a ideia que sentem através de uma verborreia mais que rebuscada. Debruçam-se sobre um livro do Al Berto, por exemplo, retiram-lhe as palavras chaves e fazem uma junção da trampa que lhes vai na cornadura - depois, intitulam-se poetas ;))))Puta que os pariu! Tenham vergonha.
3:46 AM
Luís F. Simões said...
Ah, quanto a ti, "ele está entre nós", o texto que coloquei está para lá da poesia - visa a intervenção. Fi-lo de um fôlego, como habitual - daí a qualidade, por vezes tão incompreendida e criticada erradamente. Sou o que sinto, não o que leio. Quanto à poesia:O Velho Homem Há muito que se recostouAo tronco da velha árvoreDeixando as rugosidades por compararDa criança que há muito se despediu Aos adereços momentâneos que foram seus paisTudo o estimula,Principalmente a perda de mais um sorrisoHá muito Que se sente ser as duas coisasPor engano(Espero que tenhas dimensão para percebê-lo) Pelo teu comentário deixaste-me repleto de dúvidas.Bem, alguém aqui merece as minhas desculpas - esse alguém que não é meramente alguém tem um nome: João Paulo Sousa. Não voltarei a "abusar" do seu espaço. Agora suportarei as eventuais críticas em silêncio - também as mereço.
3:59 AM
ele está entre nós said...
ouve lá, esses teus arremesos pseudo-poéticos de poéticos só possuem mesmo o pseudo. quem quer saber o que tu sentes? guarda essas coisitas para o teu diário.«daí a qualidade»... presunçoso, ainda por cima. ah, e essa da incompreensão é mesmo um must - todo o poeta é um incompreendido, and so on, and so on.
4:25 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
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4:25 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
caríssimo, esta gente vê verborreia em tudo aquilo que exceda 22 linhas. é gente formada em revistecas - não conhece outra coisa. e os livros, só os folheia, com enfado, se tiverem letra pequena e parágrafos compactos - e se não contarem uma estória. aqui, passam os olhos pela prosa do JPS com muita desconfiança, mesmo com suave indignação, e vivem o santo dia à espera do verniz bafiento a estalar do cronista das asneiras. dos outros, nem se lembram, porque não existem. o JPS é verborreia também, no seu estilo elaborado, na sua propensão reflexiva, na sua obsessão temática que não cede aos interesses da audiência. é sem dúvida uma personalidade, mas isso é mau, já que significa que tem a mania - um exibicionista, como diria o especialista em imbecilidades. acho que devias verborrear ainda mais. se é por aí que se incomoda esses ímbecis, tens a chave na mão. descompõe-nos, que eles não são melhores do que tu, apenas disfarçam com nacos de prosa alheia colados com cuspo.caríssimo, é confrangedor que digas que eu peço... se não lesses e escrevesses português pensaria que te deitaste a adivinhar. às vezes vacilas como as torres gémeas nos momentos dos impactos. acabarás como elas se não fores mais rigoroso, que isso rói o fígado e não perdoa. devias ter percebido que não me sento à mesa com gente dessa logo que a identifico. causa-me um infinito asco. tinha aqui um livrinho dele que já foi para o lixo. se a figura fosse um ezra pound, ainda distinguia o homem da obra. mas neste caso não há obra que mereça distinção. e só não deixo de passar por aqui porque sempre quero confirmar que há melhor, etc.
4:27 AM
ele está entre nós said...
e tu, amigo da rapaziada e da raparigada, continua a dar pasto aos «puetas» para que eles continuem a emitir sons intestinais.
4:38 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
bendito entre os homens e as mulheres, isto é, entre nós, ainda não provaste nada para te dar algum crédito. ficarei à espera de ver, depois respondo-te. como vês, já é algum crédito. mas sempre te adianto que se pensas isso é porque não captaste nada. pensa bem e vê lá se consegues atingir, se não pelas causas, ao menos pelos efeitos, que isto não és para meridionais e para quem vive bem apertado entre nós de marinheiro.
4:44 AM
Luís F. Simões said...
Amigo, que me estás a pedir, tu que dizes nada pedir?! Compreendo o que dizes sobre o JPS, mas não concordo em absoluto. Dou-lhe o benefício da dúvida. Escreve com algum rigor e com ética literária.Não me sinto menor que eles em nada, e eles sabem-no bem. Não só sabem, sentem-no - tenho a certeza. Pegava em cada texto deles e repoduzia-o num outro contexto - um pouco aquilo que a maioria deles faz. Mas é como te digo - viso a autenticidade, por mais medíocre que tal possa parecer! É incrível como não percebem!, como aquele infeliz que mal sabe o que está entre ele, quanto mais entre nós. Teremos que nos render à imbecilidade que nos cerceia?!Claro que não.
4:50 AM
ele está entre nós said...
ah, mas fico gratíssimo por me dares algum crédito.
4:52 AM
Luís F. Simões said...
Gravem isto, antes que retirem os comentários ;))))Lá vai, qualidade:Cabala Arquitectónica o tempo voamesmo sem asase nós tambémnas ruas um vasto tapete de automóveisinverte o Protocolo de Quiotocom ele e por ele nós tambémbruxos e seitasespreitam sequiosos as vítimasa cada esquina, de um qualquer jornal,implicitamente, através das palavras,o significar de que algo está malhá muito malmas haver tanto curandeiro e irmandades!pior… pior só mesmo o facto de constatar:há ainda mais estúpidos que se prestam a tais mandalasnas ruassão imensos os exemplos da humanidaderepare-se no “El Corte Inglés”repare-se na sua legião de trabalhadores… falar da escravidão para quê?!nas ruas o cinismo persistena candura inviolável dos rostos das mãesnas ruas,de agora,um qualquer trajecto de aviãoé controlado por um inquantificável de olharese pela boca de um dessisado a frase solta-se:“Oh, shit!!!”nas ruas a palavra quer escrita quer faladaadulterou-se da raiza sua seiva já não embriaga naturalmenteestupidifica… inglesismos, francesismos, espanholismos?! Olha tantos deles aqui retratados - com, aquele pacuápá de elitistas nauseabundos (ah ah ah ah ah )antes foda-se, antes caralho, antes puta-que-os-pariu!…nas ruaspalavras de merdaimagens de merdagestos, gentes, sociedade de Merdanas ruasentrechocam-se culturasnas ruasmasturbam-se olharesnas ruas oh nas ruasnão andamos a foderandamos a ser fodidos (percebem?) nos trejeitos do que resta dos rostosespelhadas estão as arritmiasos achaques cerebrais, as dores nas costas e na cabeçaas correntes de ar provocadas pela inveja e o ciúme… até que tropeçamos e jazemos numa e por uma qualquer artérianas ruasespectros, estendem-me as mãos!animais, prendam-me com sorrisos!;nos outdoor dos políticosa mensagem é subliminar por sê-lo objectiva!nos outdoor políticoslê-se: “nós, políticos, não somos corruptos”corruptos, os políticos, o que é isso?!corruptos são os que trabalham!sentenciam novas leisesquecendo-se de alertar que, como todas as outras,o seu objectivo não é resultarporque a lei, saiba-se, é a corrupção… para quê desmontar o ópio do povo?!entretanto, toda a solidão procura nos copos os lábios que lhe faltam… álcool, haxixe, coca-e-heroína – ôôôiiééénas ruas o que não pode faltar são armas e droga nos vários hipermercados,catedrais da extorsão, modelo and (and? Merda!) continentereside um apelo à escala nacional:faça a sua doação pelos pobresatravés do grupo da sonae-sgpso Belmiro, entre outros chulos, agradece… a sociedade do eu cedeu à do tenho!…nas ruaso que mais desejamossão os refúgios, a cabala arquitectónica
4:55 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
o teu mal é não saberes distinguir a qualidade da charlatanice e de escamoteares naqueles que te agradam o que censuras naqueles que odeias. quanto ao JPS, ele nem precisa de defesa, num mundo de gente séria (por isso lá tenho que o defender). é óbvio que, salvo um ou outro aspecto a melhorar, está alguns quilómetros acima do resto - anos-luz, para ser mais preciso. a maior indignidade de um homem é a rendição à inveja que não deixa reconhecer a superioridade dos outros. que a há, que a há, quer queiram, quer não, feita de talento natural e de muito trabalho intelectual. não te iludas com as lantejoulas; isso não passa de espuma a cintilar. se queres ser grande, segue os grandes, não os mesquinhos e indigentes.
4:59 AM
Luís F. Simões said...
Grande é a atitude para com o meu semelhante, e não as masturbações da arte com os seus possíveis artistas/autores. Como podemos ser cínicos, perante as aberrações que vemos e as atrocidades que se cometem na actualidade? Como podem os meus "colegas" calarem-se?!!! Acomodarem-se aos seus egos espelhados no interior labiríntico dos seus interiores. Não sabem que o brilho é um mero reflexo da sombra que a tudo encerra?Onde os mestres?velhos decrépitos passeiam-se na aridez dos jardinsmasturbando-sejovens prostituem-secom os visuais "fashion love"cujos sacos de viagem, que acartam às costas,tudo fazem menos viajarnão, não se pretendem passageirospretendem-se mais que isso!cães chegam de vários ladoscom ar esmolento vêm-se aninhar aos meus pésem tom de reverência dizem: “Mestre, meu mestre!”levantai-vos cães!acreditemnão existe nada mais insólitoque observá-los em pé
5:18 AM
ele está entre nós said...
isso, bate uma.
5:21 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
e como podes calar-te, sem um grito de indignação, perante a forma como te trataram? é o que te digo: escamoteias nos que te agradam aquilo que censuras nos que odeias.mas pelo teu critério teremos de concluir que a madre teresa de calcutá vale humanamente mais que o shakespeare. e já dou de barato a informação conhecida segundo a qual a senhora até nem seria tão boazinha como isso para com os seus subordinados...no entanto, se seguires esse teu critério, acabas por criar a ti próprio um dilema insanável. já te vi rezar ao cronista, pedindo-lhe que volte. aposto mesmo que ele lá terá de reabrir a coisa, sob pena de ter de se calar, e que tu serás um indefectível. para prazer do temudo e do entre nós, retiro todos os elogios que te fiz, apesar de te agradecer a generosidade com que aceitaste servir de matéria de base para a "fractura" desmistificadora.
5:28 AM
Luís F. Simões said...
Agora sim, aproximamo-nos da fronteira que sempre nos separou. Assim começou, assim deve acabar. Quanto ao triste: bater uma? no mínimo duas!
5:39 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
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5:48 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
i had a dream, mas não tens salvação. cada ovelha procura a sua parelha. e está bem. é a felicidade. chegou a altura de deixar partir a minha invenção.
5:51 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
não fui perfeito, eu sei, mas deus também não. olha à tua volta, olha para ti.
5:54 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
mais uma virtude deste blogue: a distinção gráfica dos títulos, o que permitirá apanhar imediatamente os textos do JPS, titulados em caixa baixa. assim não tem que se ler as croniquetas diarreicas. nem tudo é mau neste mundo, ó simões! ainda há teresinhas de calcutá, ó simões!
6:15 AM
Luís F. Simões said...
Sabes bem que tu és eu. Fui quem te criou... Ainda ontem o disse - foi pena o Pitta ter retirado os comentários, lá está! Todo aquele vasto espólio literário presta-se a ser injustamente olvidado. Começo a sentir-te para lá de bipolar. Estás numa fase de euforia inenarrável. O mais certo é termos que parar com o nosso namoro/desdobramento - eles não vêm para a arena. Depois, quanto ao tu camuflado, não me contento com um ou outro galináceo, que aparece de instantes a instantes, armado em hiena.
6:15 AM
ele está entre nós said...
aqui o galinheiro já está cheio.
6:21 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
ó luiz vaz, onde vás? sou pessoa grata às minhas cobaias, não te vou massacrar. eles que o façam, se tiverem capacidade. não dou esmolas a mendigos. e acho que te merecem: mais não posso fazer por eles.
6:21 AM
Lu said...
Bom dia, cheguei até aqui pelas mãos do v. LEAL BARROS, lá do "O povo é bom tipo". Voltarei mais vezes para ler tudo com cuidado, mas gostei do que já vi. Abraços.
6:27 AM
Luís F. Simões said...
Devias tratar de fazer, urgentemente, alguma coisa pela tua sanidade, meu desgraçado! ;) Esse serpentear, faz-me lembrar aquele "kung fú" de merceeiro - pouco eficaz. Com um golpe só, cais. Depois, bem podes espernear - já ninguém liga ao que está caido, porque se encontram, igualmente, caidos - toma atenção! Nada poderá ser mais agradável que dominar o desconhecido - não sei se me referia ao silêncio... por vezes perco-me - tem que ver com o meu lado saudável onde me encontro ;)Já que se fala em masturbações - vai-se seguir a maior de todas. O Dali, se me tivesse conhecido, diria: "afinal, existe um que me é superior. pinta muito mais que do que pinto, mesmo sem pintar" ;))) Eis a prova:À memória do santo padreSaturado pela recusaDebatendo-me com o cansaçoCedo-me ao colchãoDesprendidamenteEsboço um espreguiçarDe aliviar desprezosSem nada alternativoRecorro à masturbação... porquê a Virgem Maria?IncomodadoPor cair de lado Sobre tal imagemAcabo no chãoRepugnou-me a ideia, a visãoMas, acreditemFoi das maiores "fodas" que dei até hojeAbençoado o autor De tão nobre e ilustre imagem
6:46 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
sim, reconheço publicamente que somos mónadas da mesma pessoa de carne e osso. é tão maravilhoso criar um drama de personagens, como diria o pessoa que só dactilografava. eu represento o tipo culto e felino, tu representas o gajo rasca e fanfarrão. eu represento o génio com desprezo pela noção de obra, que mostra ao mundo como a crítica é tão falaciosa na medida em que pode dizer tudo com grande rigor e vitalidade mesmo sem qualquer objecto que o comprove; tu representas o génio infeliz que forceja por uma obra mas não consegue criar senão monstruosidades pueris. mas temos de ser consequentes com esta revelação. o temudo é o nosso irmão mais novo que passa a vida a rezingar e a fazer de tolo autodidacta. o ele está entre nós é o nosso anjo da guarda, sereno como o do wenders mas sem ponta de desejo nas asas, embora sonhe com o dia em que os anjos tenham sexo para poder bater umas punhetas como as tuas. o trolha, coitado, é o nosso santo popular, protector dos pobres que vende os seus versos no rossio ao desbarato para alimentar os críticos que hão-de promovê-lo. e ep é o nosso irmão masoquista, muito torturado, incapaz de suportar uma crítica que não saia da pena dele com a devida contundência, hipocondríaco da saúde dos outros. o mr eras tu a fingir de tradutor, com aquele ar ancestral de dicionário que nos ensina a ser dignos prandiais. e depois há a rosa, oh a rosa, maravilhosa, tão gasosa, seguríssima e formosa, adiposa e leguminosa, nebulosa, insossa e sonsa, mas com a virtude de tratar da cozinha num mundo de machistas incorrigíveis como nós, e por isso merecedora do nosso respeito interessado. perdoa-me, luís, mas não falo dos outros. fala tu se quiseres. tenho medo que me batam, que me denunciem aos serviços secretos ou à pgr, que me ponham em tribunal, que me passem por cima a tecla do delete ou a lança do rato atirada por exímio rato.
7:06 AM
Luís F. Simões said...
Shiuuu, cala-te amigo! Ouve, consegues ouvir? Eles vêm aí. Olha bem para ali, por detrás daqueles baús remelentos que o Pessoa ignorou. Não vês?! Encontram-se o Melícias sem malícias e o Valter, já sem mãe. Onde andará o Pitta?Pitta, uuu uuuuuu! Anda, vem! “Come on baby…!” Empresto-te a língua do Jim, para que cuspas o fogo que te corrói as entranhas. Pittinhaaaaa, úúúúúúúúuú – nisto não transcendo Pessoa… aliás, o objectivo jamais deve ser esse – o de puto mimado. Resumindo: o mal da maioria deles é não terem participado num dos concursos literários que organizei, afim de terem real noção do valor das suas “poéticas”.
7:23 AM
ele está entre nós said...
"fodas" entre aspas são as únicas que dás, oh "génio infeliz". e à abençoada virgem repugna a tua visão.
7:26 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
nada valem. mas mudando de assunto gostava de te dizer que considero piroso misturar na mesma frase palavras de diferentes línguas. "come on baby" é um horror. se és assim tão imoral, porque não "eat on baby?" nisto de línguas, sou um purista, gosto delas puras. agradeço que não mudes de agulha como um cabeça de vento.
7:27 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
não, "fodas" entre comas, como sugeriu acima.
7:33 AM
ele está entre nós said...
come e regurgita - os passaritos aguardam o alimento que vem da tua boca
7:39 AM
Luís F. Simões said...
Quando quero meter nojo a escrever utilizo o inglês, fancês, etc. Está no texto "Cabala Arquitectónica" o quanto abomino o uso de tais expressões.Trocou as comas pelas aspas, acontece - quem mal fode, só pode ser fodido.O objectivo das comas era que subentendessem a foda como uma masturbação - mas esta gente lá subentende alguma coisa?
7:47 AM
ele está entre nós said...
e tu entendes ou subentendes alguma coisa? quando digo que as únicas "fodas" que dás são desse tipo, entre aspas, é porque só te masturbas, oh frustrada tentativa versejante!
8:01 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
luís, olha que o ele está entre nós tem ar de la religieuse do diderot. e se calhar é da tua terra. devias tratá-lo bem, para o caso de ser mulher, ainda por cima com esses atributos sagrados que sempre apetece profanar. vai por mim, luís, que sou especialista em religião e conheço os segredos do pi, pela via da matemática transcendental...
8:07 AM
ela está entre nós said...
E eu, luís, eu quem sou?
8:09 AM
ela está entre nós said...
Mas atenção, quem é u luís que vai responder?
8:10 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
ele está entre nós. vamos ver se conheces o código do pi 3,14....... comuniquemos. espero que saibas, porque, se souberes, começará a ter interesse conhecer-te:pi-pipipi/%-pi-piip-pipipi-;/pipi;%,pi,pi--pipi%#pi.
8:11 AM
ele está entre nós said...
e as potencialidades do número de neper, pela via da irracionalidade, conheces?esse pipipipi cheira-me a censura.
8:15 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
só mais isto, que faltava:{14,#683456N}pi;,
8:15 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
logo vi que não conheces. julgava-te iniciado/a por causa de uma coisa que disseste. nem te passo mais cartão.
8:16 AM
ele está entre nós said...
nessa tua «matemática» ninguém é iniciado.
8:18 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
assim pensam os tolos, sempre, face ao que desconhecem.
8:19 AM
ela está entre nós said...
És tão idiota, nem distingues os géneros, ele e ela, mas vá lá que respondeste ao apelo
8:19 AM
ele está entre nós said...
exactamente, e os sábios inventam novas fórmulas para chamar tolos aos tolos que ainda vão na conversa.
8:20 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
já te disse q não te vou passar cartão, mongolóide. a partir daqui, sem crédito.
8:21 AM
ele está entre nós said...
cartão teu é desnecessário.este blogue é perfeito: pseudo-poetas, pseudo-matemáticos. devia ter o título: «a dor de saber nada».
8:23 AM
ela está entre nós said...
Então, desistes, depois de responderes ao teu nome, grande morcom, cum sutaque e tudo?
8:24 AM
ele está entre nós said...
oh, ela..., qual dos morcões?
8:26 AM
ela está entre nós said...
O amigo da malta toda, que foi-se embora agora qisto aquecia, é pena, o tesão dele era curto, tá visto
8:38 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
és um inútil. come chocolates.
8:41 AM
ela está entre nós said...
falas comigo ou com ele,querido l.?
8:44 AM
amigo da rapaziada... e da raparigada said...
vai ler o discurso sobre o filho da puta, do pimenta, para te conheceres melhor a ti mesmo.
8:44 AM
ele está entre nós said...
acho que está com os géneros confundidos.
8:46 AM
Luís F. Simões, said:) já que os tipos resolveram censurar de vez, que remédio senão repor uma das 3 partes do que se passou no blogue Da Literatura - Incrível! E são aquilo escritores?
Quem és tu? Quem te dera dizeres-me quem sou, mesmo depois de saberes quem eu sou - Seu básico!
Faltam outras partes, que não consegui recuperar - antes disto que leiem já muito tinha sido escrito
Estive a bater uma... peço desculpa pela demora
Quanto a essas perguntitas da pré primária "à lá" Platão:
O que é o que deixou de ser?
Se pensasses um pouco, o que está fora de questão, chegavas à conclusão que se trata de ti mesmo.
Olhem... Vamos criar a maior peça de teatro alguma fez feita na história da literatura... Alinham?
Está aberto o concurso a novas personagens, principalmente se forem velhas. Não tenham medo, andem.
Pittinha, psst, meu fofo, repõe lá os comentários anteriores, que aquilo é um verdadeiro mote. Dá um toque ao Grosso, já que não sei onde pára o Luís Pedro Parada - na falta do melhor serve o pior. Pittinha, meu fofo, repõe sim... Vá lá, não dilaceres parte de tão nobre espólio. Já convidei mais dois amigos, ambos da corrente inexistente que dá pelo nome RASCUNHO, para intervir.
A esta altura tenho a certeza que o Pitta já se carcome de ciúmes do que aqui se passa e, sobretudo, irá passar – tudo porque sempre desejou a marginalidade que reveste a Arte.
Estariam estes pretendentes a escritores à espera de tamanha surpresa? Claro que não!
Andem, venham… prometo impor grande velocidade ao carrossel (não sirvo para outra coisa senão empurrar – o importante é servir, amén) para que não se enjoem.
Nesta peça posso ser apenas o que sou – este medíocre politizado que diz, desdiz e sobretudo se contradiz. Tenho um lugar nela, tenho a certeza. Numa peça, de envergadura universal, jamais poderei faltar. Anotem.
Para quem não sabe, trata-se de um blogue constituído por quatro elementos:
Eduardo Pitta
João Paulo Sousa
Jorge Melícias
Valter Hugo Mãe
Nos últimos dois dias, após um post do Eduardo Pitta, “Os Litterati”, gerou-se uma discussão. Um anónimo, que dá pelo nome de “amigo da rapaziada”, surgiu e atiçou os restantes intervenientes – comentadores de ocasião, como eu. Reagi, dentro do que era possível reagir. A pessoa em questão é bastante versada no que respeita à matéria literária. Digamos que colocou tudo e todos a dançar sem música. O insólito surge hoje, acerca de uma hora atrás, talvez, já que tinha ido até um café após ter colocado ironicamente uns comentários, para atiçar o tal “amigo da rapaziada”. Qual não foi o meu espanto quando, já em casa, ao dar uma espreitadela, com o intuito de dinamizar a discussão, reparo que os comentários tinham sido apagados! Acho mal, mesmo mal. Até porque, como já disse: aceite a diferença, porque ela existe.
Espero, francamente, que o Eduardo Pitta recoloque os comentários na totalidade, para bem da pluralidade de expressão. Mas mais grave: na discussão que se seguiu, o visado não é o EP, nem nenhum dos elementos que compõem o blogue – a troca de galhardetes é, praticamente, entre mim e o tal anónimo.
Álvaro Cunhal
e
Eugénio de Andrade
Gostava de ter a "simplicidade" do Eugénio
aliada a tenacidade do Cunhal
num semáforo
um mendigo aproxima-se e diz:
- dê-me uma esmola, mate-me a fome.
- mata tu a minha, MATA-TE
uma luz, um banco, um cigarro...
nada mais é preciso para que se cometa um crime
Uma puta deve adorar beber um bom vinho ao jantar, por exemplo. Deve saber entregar-se com toda a sua volúpia/sensualidade. Ser uma espécie de Kama Sutra ambulante. Não recear as críticas dos homens nem as suas provocações. Foder com quem lhe apetece e quando lhe apetece. Desprezar os tabus e os vínculos da falsa moralidade putrefacta que soçobra. Borrifar-se para as convenções sociais que fazem das rectas da vida curvas complexas. Uma puta não deve retrair, reprimir os seus desejos com receio das críticas que advêm de um meio impotente e castrador, delineado pelo comum do todo que nele se disfarça. Em suma: uma puta deve ser Mulher de uma vez por todas.
Sinto-me um espermatozóide em busca de amor. Daí dizer: sempre que posso saio, para ter o prazer de voltar. Falava sobre a vagina. Esse desejo que tenho pelo que me rejeitou é intransponível. Vivi por ela, quero morrer por ela. Anda minha puta, estejas onde estiveres. Anda, que te quero foder toda!
Anunciem. Anunciem que existe arte. ARTE
nada como lhes dar verdadeiro significado e dimensão
eis um bom exemplo:
a que não for puta, que atire a primeira pedra